O relatório gerencial de dezembro de 2025 do ALZR11 traz movimentos relevantes na estratégia de crescimento e na composição da carteira do fundo. Um dos eventos mais significativos foi o anúncio da aquisição de um Laboratório de Diagnóstico da marca Fleury, localizado em Campinas, São Paulo. A transação totaliza R$ 29,5 milhões, sendo que uma parcela inicial de R$ 7,9 milhões já foi paga. O imóvel opera na modalidade Built-to-Suit, com um contrato atípico de 15 anos e uma expectativa de retorno (Yield on Cost) de 10,2% ao ano no primeiro ano. Esta compra adiciona um inquilino de alto crédito ao portfólio e contribui para o alongamento do prazo médio dos contratos, que permanece acima de 9 anos.
Outra novidade importante divulgada no documento é o início da 8ª Emissão de Cotas, anunciada em janeiro de 2026, buscando captar inicialmente até R$ 528 milhões. O preço de subscrição foi definido em R$ 10,56 por cota, somado a uma taxa de custo de R$ 0,09, totalizando R$ 10,65 para o investidor. O objetivo da captação é a aquisição de novos ativos imobiliários, seguindo a política de expansão do fundo. Em termos de rendimentos, houve um incremento na distribuição, passando de R$ 0,0836 por cota em novembro para R$ 0,0851 por cota em dezembro. A gestora também divulgou o guidance para o primeiro semestre de 2026, estimando rendimentos recorrentes entre R$ 0,080 e R$ 0,082 por cota mensalmente, excluindo eventuais ganhos extraordinários com venda de imóveis.
A entrada do ALZR11 no índice internacional FTSE EPRA Nareit Global Real Estate Index Series teve um impacto visível na liquidez do fundo. O volume médio diário de negociação saltou de aproximadamente R$ 1,8 milhão em novembro para mais de R$ 2,5 milhões em dezembro, indicando maior interesse e movimentação, possivelmente vinda de investidores institucionais estrangeiros. A base de cotistas também continua em expansão, registrando um crescimento de 1,2% no mês, totalizando quase 179 mil investidores.
No que tange à carteira atual, o fundo mantém vacância física e financeira zeradas. Houve a aplicação de reajustes inflacionários nos contratos dos imóveis DASA Sumaré, DASA Ascendino Reis e Santillana, com correção de 4,5% pelo IPCA. A posição de caixa encerrou o mês em R$ 206 milhões, o que representa cerca de 16% do patrimônio líquido, uma leve redução em relação aos R$ 220 milhões do mês anterior, natural dado o desembolso inicial pela aquisição do imóvel Fleury. A estrutura de capital mostra que as obrigações futuras representam 38,8% do Patrimônio Líquido, e o caixa atual cobre aproximadamente 5 anos das obrigações previstas com securitizações e aquisições parceladas.