TGAR11

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO TG ATIVO REAL

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

28/11/2025

Entrega

06/01/2026 09:25

Resumo

A análise do relatório gerencial do fundo TGAR11 referente ao mês de novembro de 2025 aponta para uma manutenção da estabilidade na distribuição de rendimentos, acompanhada de movimentações operacionais específicas na carteira de crédito e incorporação. O fundo manteve a distribuição de um real por cota, o que representou um dividend yield mensal de 1,17%, alinhado com o mês anterior. Nos últimos doze meses, o retorno em dividendos acumula 14,96%. A gestora reafirmou a projeção de rendimentos entre noventa centavos e um real e dez centavos para o restante do semestre.

No que tange à movimentação da carteira, destaca-se um evento importante na classe de crédito. Ocorreu uma amortização extraordinária parcial do CRI Cumaru Golf no valor aproximado de vinte milhões de reais, realizada através de dação em pagamento. Isso significa que, em vez de receber dinheiro, o fundo recebeu dezenove unidades imobiliárias do empreendimento, que já estão prontas para venda. Essa movimentação altera a natureza do ativo de dívida para estoque de imóveis. O volume de negociações de CRIs em novembro foi consideravelmente menor do que em outubro, quando houve um volume expressivo de vendas para ganho de capital. Em novembro, as compras somaram cerca de cinco milhões e as vendas cerca de quatro milhões e meio de reais.

Na performance operacional dos ativos de desenvolvimento, o segmento de urbanismo apresentou vendas estáveis em relação ao mês anterior, com um Valor Geral de Vendas de cerca de vinte e quatro milhões de reais. Um ponto positivo a ser observado foi a queda na inadimplência acumulada da carteira de urbanismo, que recuou de 5,07% em outubro para 4,16% em novembro, situando-se abaixo da média geral da carteira de equity.

O segmento de incorporação demonstrou crescimento no volume de vendas, subindo de dezoito milhões em outubro para vinte e três milhões de reais em novembro. Um destaque operacional relata a emissão do Habite-se do empreendimento Jardim Roma. Este evento é significativo pois permite o início do processo de desligamento bancário, momento em que os compradores financiam seus saldos com bancos e o fundo recebe os recursos, melhorando o fluxo de caixa e reduzindo o risco de crédito. Já no segmento de multipropriedade, houve um aumento no volume de vendas impulsionado pela sazonalidade de fim de ano, com a comercialização de duzentas e sessenta e quatro frações.

A composição das receitas do fundo em novembro mostrou uma predominância ainda maior da classe de equity, que foi responsável por mais de 85% das receitas, enquanto a contribuição da classe de crédito recuou para menos de 10%, uma mudança relevante em comparação a outubro, quando o crédito teve maior peso devido ao giro da carteira. O resultado gerado no caixa foi de noventa e sete centavos por cota, levemente abaixo do valor distribuído, o que consumiu uma pequena parcela das reservas acumuladas, que agora estão em dezoito centavos por cota.

No cenário macroeconômico, a visão do gestor aponta preocupação com o patamar restritivo da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. O relatório destaca que esse nível de juros, somado à desaceleração da atividade econômica, traz apreensão quanto à velocidade de vendas e ao acesso a crédito imobiliário para os compradores finais. A expectativa da gestão é que um ciclo de cortes de juros se inicie em 2026.

Por fim, o valor patrimonial da cota sofreu uma leve redução, passando de cento e oito reais e trinta e cinco centavos em outubro para cento e sete reais e cinquenta centavos em novembro. A base de investidores também apresentou uma ligeira retração, com uma variação negativa de 0,50% no número de cotistas. O fundo segue negociando no mercado secundário com desconto em relação ao seu valor patrimonial.

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