O fundo RBVA11 registrou lucro de R$ 176 milhões no exercício encerrado em dezembro de 2025, impulsionado principalmente por R$ 157 milhões de resultados com propriedades para investimento. A carteira é composta por diversos imóveis de varejo, como lojas GPA, Assaí, agências Caixa e Santander, além de unidades vagas, com valores contábeis totais avaliados a mercado pela Colliers usando métodos de dados de mercado e fluxo de caixa descontado. No período, a maioria dos ativos apresentou valorização, com destaques como Caixa Paes Leme (50,99%) e M3Storage Nova Paulista (48,48%), embora alguns tenham desvalorizado, como Santander São Gonçalo (-28,11%).
A conjuntura econômica analisada pelo administrador é otimista, com expectativa de cortes de juros a partir de março de 2026, desinflação ancorada pelo câmbio apreciado e retração em preços de alimentos, apesar de pressões salariais persistentes no setor de serviços e desemprego baixo em 5,4%. Para 2026, projeta-se crescimento modesto de 1,7%, com desaceleração no consumo, mas riscos de volatilidade cambial e geopolítica. Não há processos judiciais relevantes, e contingências prováveis já estão provisionadas.
O programa de investimentos para 2026 foca na locação de ativos vagos, venda de imóveis para ganho de capital e aquisição de novos para diversificar receitas. A taxa de administração foi de 0,651% ao ano, totalizando R$ 8,86 milhões pagos. A base de cotistas é pulverizada, com 94% das cotas em mãos de quem detém até 5%, e transações recentes incluíram alienação de cotas de RBED11 e SHPH11. Políticas de governança e assembleias estão detalhadas no site da Rio Bravo.