HGLG11

PÁTRIA LOG - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

28/11/2025

Entrega

20/01/2026 19:31

Resumo

O relatório de novembro de 2025 do HGLG11 traz mudanças estruturais profundas e muito significativas para o fundo, sendo provavelmente um dos meses mais movimentados do ano. O destaque principal é a conclusão da 10ª emissão de cotas, que captou cerca de R$ 1,4 bilhão. Isso alterou os indicadores macro do fundo, elevando o número de cotas para mais de 42 milhões e o Patrimônio Líquido de R$ 5,5 bilhões para R$ 7,0 bilhões. Com esse novo capital, o gestor executou rapidamente a alocação de recursos, comprando dois grandes portfólios de imóveis que somam 8 novos galpões e elevam o número total de ativos do fundo de 28 para 37, aumentando a área bruta locável para mais de 2 milhões de metros quadrados.

Além das aquisições já realizadas, o documento revela uma intenção estratégica agressiva de transformar o HGLG11 em uma plataforma ainda maior através de fusões e incorporações. Foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar a incorporação do fundo LVBI11, a compra de todos os imóveis do fundo PATL11 e a incorporação de dois fundos da Brookfield (Guarulhos e Aracaju). Se aprovadas, essas movimentações podem levar o fundo a um Patrimônio Líquido de R$ 10 bilhões e um portfólio de 54 imóveis, consolidando-o como o maior fundo de logística do Brasil e diluindo riscos regionais e de inquilinos.

No aspecto operacional, houve a conclusão da reavaliação anual dos ativos imobiliários, realizada em novembro. O resultado foi positivo, indicando uma valorização média de 2,52% nos imóveis frente ao valor contábil anterior. Destaques positivos foram o ativo Betim BTS e os imóveis de Goiânia, enquanto os ativos de Vinhedo e CLE tiveram ajustes negativos. Como consequência dessa reavaliação e da emissão de cotas, o valor patrimonial por cota subiu de aproximadamente R$ 162 para R$ 165,79. A obra no ativo Simões Filho está praticamente concluída, restando apenas ajustes finais, o que encerra o ciclo de risco de desenvolvimento deste imóvel.

A vacância física apresentou uma queda positiva, saindo de 2,8% em outubro para 2,4% em novembro, influenciada pela entrada de novos ativos 100% locados e movimentações pontuais. No entanto, o gestor alerta para uma tendência de alta na vacância nos próximos meses, projetando chegar a 4,5% em fevereiro de 2026 devido a saídas programadas de inquilinos como Êxito, TLS e RV Imola. A alavancagem financeira do fundo caiu de 12,1% para 9,7%, uma redução natural causada pelo aumento do patrimônio líquido com a entrada do dinheiro da nova emissão, deixando o fundo com uma estrutura de capital mais leve proporcionalmente.

Quanto aos resultados financeiros, o mês de novembro gerou um resultado de R$ 1,06 por cota, impactado positivamente por receitas extraordinárias de Duque de Caxias e receitas das novas aquisições, mas também por despesas financeiras. A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 1,10 por cota. Como o resultado gerado foi ligeiramente menor que o distribuído, o fundo utilizou parte de suas reservas acumuladas, que agora estão em R$ 0,21 por cota, um patamar inferior aos R$ 0,35 do mês anterior, o que exige atenção para a sustentabilidade desse patamar de distribuição caso a renda recorrente não suba nos próximos meses.

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