AFHI11

AF INVEST CRI FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2025

Entrega

29/10/2025 18:39

Resumo

A análise do relatório de setembro de 2025 para o fundo AF Invest CRI (AFHI11) mostra um mês de intensa movimentação e decisões estratégicas por parte da gestão. O fundo gerou um resultado de R$ 1,10 por cota, um valor superior aos R$ 1,01 de agosto. Mesmo com esse aumento, a gestão optou por manter a distribuição de rendimentos estável em R$ 1,01 por cota.

A decisão de não distribuir todo o resultado gerado teve como objetivo fortalecer as reservas do fundo, que aumentaram de R$ 0,41 para R$ 0,50 por cota. A gestora justificou essa medida como uma forma de suavizar os dividendos futuros. O resultado de setembro foi positivamente impactado por eventos não recorrentes, como a venda de CRIs que destravaram correção monetária e geraram ganho de capital. Em contrapartida, a gestão já antecipa uma receita menor em outubro, que refletirá a deflação registrada em agosto, e por isso preferiu reforçar o caixa.

O principal destaque do período foi o giro na carteira de ativos. O fundo vendeu posições relevantes nos CRIs FGR II e GGR Covepi II, levantando aproximadamente R$ 22,7 milhões. A venda do CRI FGR II, em particular, resultou em um ganho de capital de R$ 0,06 por cota. Essa movimentação faz parte de uma estratégia clara de aumentar a exposição do fundo em ativos indexados ao CDI para capturar o patamar elevado da taxa Selic.

Os recursos obtidos com as vendas foram direcionados para novas aquisições. A mais importante foi a compra de R$ 17 milhões do CRI Cahima Direcional, indexado a CDI + 2,00%. O fundo também aumentou sua posição em outros CRIs atrelados ao CDI, como Ed. Rochaverá e Tibério. Com isso, a alocação em CDI na carteira cresceu de cerca de 22% no mês anterior para 28,1% em setembro. Também foram realizadas compras de CRIs atrelados ao IPCA com taxas elevadas, como o CRI TRX Mateus a IPCA + 9,00%, visando melhorar a taxa média do portfólio.

Outros indicadores mostram que a cota patrimonial teve uma leve queda de R$ 94,13 para R$ 94,11 devido à marcação a mercado dos ativos. O número de cotistas continuou em trajetória de leve queda, passando de 38.309 para 37.813. O volume de negociação mensal, por sua vez, apresentou um aumento significativo. Todas as operações da carteira permanecem adimplentes.

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