A análise do relatório de outubro de 2025 do fundo AF Invest CRI FII (AFHI11) aponta uma queda no resultado gerado, mas a manutenção do nível de distribuição de rendimentos. O resultado em regime de caixa foi de R$ 0,85 por cota, uma redução significativa em comparação com os R$ 1,10 por cota de setembro. A gestora atribuiu essa queda ao impacto da deflação registrada em agosto, que afetou a receita dos CRIs indexados ao IPCA devido à defasagem no repasse da correção. Para manter a distribuição em R$ 1,01 por cota, o fundo utilizou parte de sua reserva de resultados, que diminuiu de R$ 0,50 para R$ 0,34 por cota.
A gestora sinalizou que a reserva acumulada continuará sendo importante para sustentar os dividendos nos próximos meses, já que a inflação de outubro e a projeção para novembro permanecem baixas. Um evento de destaque foi o anúncio, em 10 de novembro, da 7ª emissão de cotas do fundo, com o objetivo de captar R$ 80 milhões. O preço da cota na oferta será de R$ 94,11, alinhado ao valor patrimonial e ao compromisso da gestão de não realizar emissões abaixo desse patamar.
Em relação à carteira, o fundo seguiu a estratégia de aumentar a exposição em ativos atrelados ao CDI para aproveitar a taxa SELIC elevada e adquirir CRIs atrelados ao IPCA com taxas superiores à média do portfólio. Foram realizadas diversas compras no mercado secundário, como o novo CRI Almeida Júnior (CDI + 1,25%) e o CRI Creditas II (IPCA + 10,00%), além de aumentos de posição em operações já existentes, como Muffato, Assaí e RNI. Como resultado dessas movimentações, a alocação em CRIs indexados ao CDI subiu de 26,4% em setembro para 29% em outubro, e a posição de caixa diminuiu de 6,1% para 3,4% do patrimônio.
A cota patrimonial apresentou uma leve valorização de R$ 0,12, fechando o mês em R$ 94,23, devido à marcação a mercado positiva dos ativos. A gestora reforçou que todas as operações da carteira permanecem adimplentes, sem registro de inadimplência.