O fundo imobiliário AFHI11 apresentou, no relatório gerencial de novembro de 2025, a manutenção de seus rendimentos no patamar de R$ 1,01 por cota. Um ponto de destaque positivo foi a recuperação na geração de resultados operacionais no mês, que alcançou R$ 1,03 por cota. Diferentemente do mês anterior, onde o resultado havia sido de apenas R$ 0,85 obrigando o uso de reservas, em novembro o fundo gerou mais caixa do que distribuiu, o que permitiu recompor levemente sua reserva acumulada de lucros.
Um evento central no período foi o encerramento da 7ª emissão de cotas, que captou aproximadamente R$ 21,98 milhões. A gestão demonstrou agilidade na alocação desses recursos, informando que cerca de 66% do montante captado já foi investido. Essas novas alocações foram direcionadas majoritariamente para operações atreladas à inflação com taxas atrativas, o que contribuiu para que a taxa média da carteira indexada ao IPCA subisse de 8,48% para 8,54% ao ano, enquanto a duração média da carteira permaneceu estável.
Nas movimentações da carteira, a principal novidade foi a aquisição do CRI JMD Hamoa, uma operação pulverizada de loteamento com taxa de IPCA + 10,42%. Além disso, o gestor realizou aumentos de posição em ativos que já estavam no portfólio, como os CRIs Muffato, Bem Brasil e Tibério. Houve também uma movimentação tática com o CRI FGR II, onde o fundo comprou e vendeu o ativo num curto espaço de tempo para realizar ganho de capital através da compressão de taxas, gerando centavos adicionais de resultado para o cotista.
Por fim, a estrutura de capital sofreu uma leve alteração momentânea devido à entrada dos recursos da emissão, elevando a posição de caixa para 5,52% do patrimônio líquido, comparado aos 3,42% do mês anterior. O fundo segue com todas as suas operações adimplentes, sem problemas de crédito reportados, e mantém sua estratégia híbrida, buscando equilibrar o carrego dos ativos em CDI com o ganho real das operações em IPCA.