Os auditores independentes emitiram opinião sem ressalvas sobre as demonstrações financeiras do RECT11 em 31 de dezembro de 2025, confirmando que elas apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo, de acordo com as práticas contábeis brasileiras aplicáveis a FIIs. No entanto, chamaram atenção para a Nota Explicativa 12, destacando que o fundo distribuiu rendimentos inferiores ao mínimo de 95% dos lucros apurados pelo regime de caixa, sem deliberação formal em assembleia de cotistas. O principal assunto de auditoria foi o valor justo das propriedades para investimento, avaliadas em R$ 789.500 (103% do PL), com base em laudos de avaliadores independentes como CBRE, JLL e Binswanger.
O patrimônio líquido do RECT11 totalizou R$ 766.218 em 31/12/2025, queda de 1,4% em relação aos R$ 776.787 de 2024, impactado por ajuste negativo de R$ 35.271 no valor justo dos imóveis e vendas de ativos como Edifício Agaxtur (R$ 31 milhões), Cidade Matarazzo (R$ 90 milhões) e frações de Canopus e Ana Costa, gerando valores a receber de R$ 108.617 (14% do ativo circulante). O lucro líquido foi de R$ 28.902 (R$ 3,38 por cota), ante R$ 28.072 no ano anterior, com receitas de aluguéis de R$ 65.813 e ganhos em vendas de R$ 27.507. O portfólio imobiliário agora tem 7 imóveis (ex: Barra da Tijuca, Evolution Corporate), totalizando 789.500 ao valor justo, mais CRIs de R$ 10.999.
O fundo gerou caixa operacional de R$ 60.406, com aplicações em investimentos de R$ 18.805 e pagamentos de rendimentos de R$ 38.702 (R$ 4,62 médio por cota), totalizando R$ 39.471 apropriados (87% da base legal). As cotas RECT11 fecharam 2025 a R$ 38,41 na B3 (alta ante R$ 28,00 em 2024), com valor patrimonial de R$ 89,68 por cota. As notas detalham riscos como mercado imobiliário, crédito e tributário, sem contingências judiciais significativas.