No relatório gerencial de novembro de 2025 do MXRF11, a distribuição de rendimentos se manteve estável em R$ 0,10 por cota, alinhada com os meses anteriores. O resultado gerado pelo fundo no mês foi de aproximadamente R$ 0,1005 por cota, cobrindo integralmente a distribuição e mantendo uma reserva acumulada de correção monetária confortável, na casa dos R$ 13 milhões.
Um evento significativo neste mês foi o encerramento da 11ª emissão de cotas, que captou cerca de R$ 218 milhões. Esse movimento aumentou o patrimônio líquido do fundo para R$ 4,33 bilhões e elevou a posição de caixa para 4% do portfólio. Esse aumento de liquidez tem o objetivo de permitir novas alocações e diversificação com taxas atrativas, além de diluir os custos fixos do fundo.
A movimentação na carteira de CRIs foi intensa, com foco em reciclagem de portfólio. A gestão vendeu um total de R$ 200 milhões em papéis, com destaque para a liquidação total das posições nos CRIs Shopping Metrô Itaquera e UrbanHub Anhanguera, operações que geraram ganho de capital. Na ponta compradora, o fundo alocou mais de R$ 300 milhões, sendo a maior parte direcionada para a realocação no CRI Birmann 32 (aproximadamente R$ 160 milhões) e novas compras como o CRI BRF Visa.
Na estratégia de Permutas Financeiras, houve a entrada em um novo projeto localizado no Itaim Bibi, com um investimento de R$ 40,9 milhões e participação de 34% no Valor Geral de Vendas (VGV). O fundo já recebeu uma distribuição de dividendos deste projeto no próprio mês. Já a carteira de FIIs teve uma leve redução percentual no portfólio, com vendas parciais de cotas de outros fundos como TELM11, MCLO11 e HGRU11.
Um destaque importante mencionado como fato subsequente (que ocorreu após o fechamento do mês, mas antes da publicação do relatório) foi a venda do Edifício Oceanic. Este imóvel estava na carteira do MXRF11 como resultado da execução de garantias de um crédito problemático antigo (CRI Harte). A venda gerou lucro e o recebimento de caixa ocorreu em dezembro, devendo impactar positivamente os próximos resultados.
O gestor mantém a visão de que o resultado da carteira de CRIs, que compõe cerca de 76% do fundo, tem sentido a pressão dos índices de inflação (IPCA) observados no segundo semestre. A estratégia continua focada em manter a maior parte do patrimônio em créditos de alta qualidade (high grade) e aproveitar oportunidades no mercado secundário para gerar ganhos adicionais de capital.