No relatório de dezembro de 2025 do MXRF11, o rendimento distribuído manteve-se em R$ 0,10 por cota, totalizando R$ 46,02 milhões, com yield mensal de 1,05% e anualizado de 13,33%, equivalente a 117,15% do CDI com gross-up de 15%. Comparado a novembro, o fluxo de receitas caixa subiu para R$ 50,1 milhões, impulsionado por CRIs em R$ 37,9 milhões, FIIs em R$ 6,3 milhões e permutas em R$ 5 milhões, enquanto despesas operacionais foram R$ 3,3 milhões. A reserva de correção monetária caiu para R$ 12,44 milhões (R$ 0,0270/cota), ante R$ 13,08 milhões no mês anterior.
O gestor destacou compras expressivas de CRIs no secundário acima de R$ 260 milhões, com realocação no CRI Shopping Itaquera (R$ 75 milhões) e nova posição no CRI GPA III (R$ 70,2 milhões), além de aumentos em Rio Ave, General Shopping, FGR e Econ. Houve alienações parciais de R$ 62,6 milhões em MRV Pro Soluto, GAV, BRF Visa e FS Infra, gerando R$ 1 milhão em ganhos, e pré-pagamentos relevantes de Almeida Jr. e Siqueira Castro Advogados. O book de CRIs cresceu para R$ 3,347 bilhões (79,9% do PL), com taxa média MtM IPCA+ de 9,90% e duration de 4,11 anos, ante R$ 3,266 bilhões (76,7%) em novembro.
Nas permutas financeiras, novo aporte de R$ 32 milhões no projeto Campo Belo 4 (VGV R$ 311 milhões, 25% de participação, lançamento em maio/2026), elevando o book para R$ 322 milhões (7,7% do PL). Distribuições somaram R$ 5 milhões de Brooklin 2, Pinheiros 1, Itaim Bibi e Brooklin 4. Ainda, operação estruturada de R$ 75 milhões em estoque de unidades com CDI + 5% all-in, em regiões nobres de São Paulo.
No book de FIIs, reduziu para R$ 493 milhões (11,8% do PL) com alienações parciais de TELM11, MCLO11 e HGRU11. Evento relevante: venda do Edifício Oceanic (de CRI Harte) gerou lucro de R$ 2,6 milhões ao fundo, com possível adicional de R$ 430 mil, encerrando despesas como condomínio e IPTU, e reinvestimento imediato.
O patrimônio líquido fechou em R$ 4,32 bilhões (R$ 9,3858/cota), queda ante R$ 4,337 bilhões (R$ 9,4236) em novembro, com cota de mercado em R$ 9,54. Composição ajustada: CRIs subiram de 76,7% para 79,9%, permutas de 6,6% para 7,7%, FIIs de 12,8% para 11,8%, caixa em 0,6% (vs 4%). O gestor nota pressão nos CRIs por IPCA baixo no 2S, mas mantém foco em 80% em CRIs de alta qualidade e até 20% em permutas (INCC + 13% a.a.), com reciclagem ativa no secundário.