O relatório gerencial do fundo KORE11 referente a dezembro de 2025 apresenta movimentações relevantes tanto na ocupação física dos imóveis quanto na orientação futura de rendimentos. No aspecto operacional, houve uma redução na vacância física, que caiu de 2,37% para 1,86%, enquanto a vacância financeira recuou de 2,67% para 2,09%. Essa melhora reflete a entrada da consultoria Geonoma no Edifício Alameda Santos e movimentações de expansão de inquilinos já existentes, como a Santamarca no Corporate Plaza e a Goshen Land no Morumbi Office Tower, que ocuparam espaços deixados por outras empresas dentro do próprio mês, evitando a criação de vazios operacionais.
Um evento financeiro de grande porte foi a conclusão do pagamento da última parcela referente à aquisição dos imóveis do portfólio, totalizando cerca de R$ 281,3 milhões. Conforme planejado desde a oferta do fundo, esse pagamento foi realizado integralmente com recursos que estavam em caixa, o que explica a redução drástica do saldo de disponibilidade do fundo e, consequentemente, afetará a receita financeira futura, uma vez que esse capital deixa de render juros para ser alocado no ativo imobiliário.
A principal mudança para o investidor diz respeito à distribuição de dividendos. O fundo manteve o pagamento de R$ 1,25 por cota referente a dezembro, pago em janeiro de 2026. No entanto, a gestora comunicou oficialmente que, a partir do pagamento a ser realizado em fevereiro de 2026, o patamar de distribuição será ajustado para R$ 0,60 por cota. Essa alteração ocorre em um momento de transição, onde o fundo deixa de contar com o caixa elevado da captação inicial e passa a depender mais da geração operacional dos aluguéis e do saldo remanescente da Renda Mínima Garantida (RMG), que encerrou o mês com saldo de R$ 9,8 milhões após um consumo de R$ 6 milhões no período.
Por fim, a gestão informou que manterá a redução de sua parcela na taxa de administração, permanecendo em 0,98% ao ano até o final de 2026, como forma de alinhamento com os cotistas. A visão da gestora permanece otimista em relação ao valor patrimonial dos ativos, argumentando que o fundo negocia no mercado secundário com um desconto expressivo em comparação ao custo de reposição dos imóveis em regiões nobres de São Paulo e Rio de Janeiro, além de citar a recuperação consistente do setor de escritórios.