Aqui está a análise dos principais pontos do relatório gerencial do fundo KNRI11 referente a dezembro de 2025, comparado com o mês anterior.
A distribuição de rendimentos apresentou uma mudança significativa neste mês. O fundo anunciou pagamento de R$ 1,25 por cota (referente a dezembro, pago em janeiro de 2026), o que representa um aumento relevante em relação ao patamar anterior de R$ 1,00 por cota. No entanto, a gestão explica que esse valor é composto por R$ 1,03 de rendimento recorrente e uma parcela extraordinária de R$ 0,22. Essa parcela extra decorre de um volume alto de antecipações de aluguéis pagas pelos locatários no fim do ano. É importante notar que, segundo o gestor, esse valor de R$ 0,22 será deduzido dos rendimentos do próximo mês (janeiro de 2026).
Um dos destaques do relatório é a movimentação de compra e venda de ativos, conhecida como reciclagem de portfólio. O fundo concluiu a venda do Edifício Athenas, o que gerou um lucro de R$ 44,1 milhões. Essa operação permite um acréscimo recorrente de R$ 0,03 por cota a partir deste mês. Além disso, foi assinado um compromisso para a venda do imóvel Jundiaí Industrial Park. Estima-se que essa segunda venda gere um lucro total de R$ 77 milhões, possibilitando um incremento futuro de R$ 0,07 por cota após a conclusão.
Com a venda do Edifício Athenas, a composição da carteira passou de 21 para 20 propriedades totais (12 edifícios comerciais e 8 centros logísticos). O objetivo da gestão com essas vendas é realizar ganho de capital e reforçar o caixa para futuras aquisições ou melhorias, renovando a qualidade do portfólio.
Em relação à ocupação dos imóveis, houve movimentações tanto de entrada quanto de saída de inquilinos. O fundo alugou escritório no Edifício Buenos Aires Corporate (RJ) para a Centauro Engenharia e uma área no Rochaverá (SP) para a Personal System. Por outro lado, houve a saída da empresa Avaya de um andar no Rochaverá. Como o espaço desocupado pela Avaya (960 m²) foi maior que as novas locações somadas, houve uma oscilação marginal nos indicadores: a vacância física subiu levemente de 3,86% para 3,87%, e a vacância financeira passou de 5,52% para 5,65%.
Do ponto de vista financeiro, o relatório aponta um forte fluxo de caixa no mês de dezembro, impulsionado não apenas pelos aluguéis regulares, mas também pelas antecipações citadas (R$ 6,29 milhões em antecipações) e pelo recebimento de parcela da venda de ativo. Isso permitiu o pagamento robusto de dividendos, mas também consumiu parte das reservas para equilibrar a distribuição extraordinária exigida por lei.
Por fim, o fundo mantém o desenvolvimento do ativo Biosquare em São Paulo, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026, e continua com uma exposição equilibrada entre o segmento de escritórios (cerca de 45% da receita) e o segmento logístico (cerca de 54% da receita). A estratégia declarada permanece focada em contratos longos e inquilinos de boa qualidade de crédito, buscando proteção contra a volatilidade.