CACR11

CARTESIA RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

20/01/2026 19:05

Resumo

O fundo CACR11 apresentou mudanças estruturais relevantes, com a BRL Trust assumindo oficialmente as funções de administração, custódia e escrituração em dezembro, após aprovação em assembleia de cotistas encerrada no final de novembro. A gestão confirmou que essa alteração não impacta as taxas de administração ou gestão cobradas do fundo. Em termos de resultados imediatos, a distribuição referente a novembro foi de R$ 1,31 por cota, o que representa um dividendo anualizado expressivo, mantendo a característica do fundo de entregar retorno acima da média do CDI, impulsionado por uma carteira com taxa média de IPCA + 12,76% ao ano.

Um ponto de atenção crucial para o investidor é a divulgação do *guidance* de dividendos para o primeiro semestre de 2026. A gestão projeta uma faixa de distribuição entre R$ 1,20 e R$ 1,30 por cota, o que sinaliza uma redução frente aos patamares atuais. A justificativa para essa estimativa mais conservadora baseia-se na previsão de amortizações relevantes de ativos importantes como CRI Station, Monte Cristo e La Maison, o que deve aumentar o nível de caixa do fundo temporariamente, gerando uma rentabilidade menor enquanto o capital não é reinvestido. Além disso, a gestão considera um cenário macroeconômico futuro de queda na Selic e inflação controlada.

Houve um posicionamento enfático da gestão em resposta a movimentos especulativos de mercado. O relatório dedica uma seção para criticar o aumento das posições vendidas (*short selling*) nas cotas do CACR11, atribuindo esse movimento a relatórios com embasamento técnico que a gestora considera frágil e ao aluguel de cotas por corretoras. A gestão reforça a defesa do valor patrimonial e a transparência das operações como contraposto a essa volatilidade especulativa, destacando que os sócios da gestora são cotistas relevantes de longo prazo.

Na gestão do portfólio, a estratégia continua focada em giros de carteira para destravar valor. O fundo realizou vendas parciais de CRIs como Station, Viva e Real Park no mercado secundário, gerando ganhos de capital via spread e juros que complementam a renda mensal. O fundo possui ainda um saldo de correção monetária acruada (inflação acumulada mas não distribuída) de R$ 0,80 por cota, servindo como uma reserva de valor para distribuições futuras.

Quanto aos ativos lastro ("tijolo" por trás do crédito), destaca-se a reformulação do projeto ligado ao CRI Viva, renomeado para Amalfi Itaparica, que teve seu Valor Geral de Vendas (VGV) elevado para R$ 450 milhões após alterações no projeto arquitetônico, com relançamento previsto para o início de 2026. Já no CRI Helvetia, as vendas foram estrategicamente interrompidas para aguardar a conclusão da primeira fase e buscar preços maiores nas unidades prontas. O monitoramento das obras segue intenso, com a gestão atuando ativamente para garantir a execução dos projetos residenciais que garantem os recebíveis.

Artigos sobre CACR11

Ver todos os artigos →