A BRL Trust, administradora do CACR11, responde a um ofício da B3 sobre notícia do Valor Investe que apontava riscos de fluxo de caixa, fragilidade de garantias e incertezas contábeis no fundo, apesar de dividendos altos. A abstenção de opinião do auditor RSM nas demonstrações financeiras de 2025 ocorreu porque o Banco Daycoval, ex-administrador, atrasou a entrega das DF de transferência até 1º de dezembro de 2025. Em 6 de abril de 2026, Daycoval forneceu as DF com parecer sem ressalvas da MCS Markup, permitindo retomar a auditoria completa, que será concluída em breve.
Os dividendos do CACR11 são apurados pelo regime de competência, reconhecendo receitas e despesas conforme normas contábeis, e distribuídos de forma regular e alinhada à regulação. A estratégia inclui fundos de reserva para cobrir obrigações durante o desenvolvimento de projetos pré-lançamento, com gestão ativa de liquidez em horizonte de 3 a 6 meses, considerando vendas de ativos maduros, operações compromissadas e novas emissões de cotas. Garantias dos CRIs estão constituídas, registradas e monitoradas continuamente.
Nos empreendimentos como Amalfi, Santo André, Savoie e Real Park, a troca de incorporador em 2025 elevou o VGV de R$ 476 milhões para mais de R$ 1 bilhão, com avanços como reservas no Amalfi e obras no Real Park, apesar de atrasos. O Helvetia reavalia estratégia para venda ou locação. Quanto ao Fundo Bedford, os CRIs foram vendidos em 2024 a investidor terceiro, sem retenção de risco pelo CACR11. As DF auditadas não indicam deteriorações relevantes, e o fundo mantém transparência via relatórios mensais.