O XPML11 manteve a distribuição em R$ 0,92 por cota referente a julho, com pagamento em 25/08/2026, repetindo o patamar distribuído nos últimos 28 meses. O resultado do mês foi de R$ 45,4 milhões frente a R$ 53,9 milhões em junho, enquanto o valor distribuído foi de R$ 59,1 milhões, ou seja acima da geração do mês. Com isso o resultado acumulado não distribuído, considerando o XPML11 e os veículos Omni Malls e Neomall, caiu de cerca de R$ 151,3 milhões em junho, equivalente a R$ 2,35 por cota, para cerca de R$ 122,5 milhões em julho, equivalente a R$ 1,91 por cota. O guidance para o semestre corrente segue com teto de R$ 0,92 e piso de R$ 0,83 por cota.
A principal novidade do relatório é a assinatura em 13 de agosto de 2026 de um Memorando de Entendimentos com a Allos para aquisição de 60% do São Bernardo Plaza Shopping, em São Bernardo do Campo. O valor total é de R$ 331,1 milhões, sendo R$ 231,7 milhões à vista no fechamento e R$ 99,3 milhões em até 24 meses corrigidos pelo CDI. A conclusão ainda depende de documentos definitivos, due diligence, aprovação do CADE e outras condições precedentes.
O gestor dedica grande parte do relatório ao enfraquecimento do varejo, citando o ICVA de julho com retração real de 1,4% na comparação anual, descrito como o 11º mês consecutivo sem crescimento real e o pior julho desde 2020, com efeito adicional das férias escolares e da reta final da Copa do Mundo encerrada em 19 de julho. Em página específica sobre o varejo o relatório menciona ainda 986 varejistas em recuperação judicial ao fim do primeiro semestre, alta de 20,4% em um ano, citando os casos de Casas Bahia com R$ 17,3 bilhões, Grupo Toky com cerca de R$ 1,1 bilhão e o plano de recuperação extrajudicial do GPA de cerca de R$ 4,5 bilhões. No mesmo trecho o gestor afirma que em 2025 os shoppings tiveram faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões com alta nominal de 1,2%, ocupação de 95,4% e inadimplência de 4,3%, mas reconhece que a geração do XPML11 está em média abaixo do orçamento de 2026 e que sem recuperação do varejo ou novos resultados extraordinários a distribuição mensal poderá ser ajustada para um nível mais compatível com a geração recorrente.
Na operação de julho o portfólio do XPML11 somou vendas de cerca de R$ 1,54 bilhão, ou R$ 1.545 por m2, queda de 1,7% contra o mesmo mês do ano anterior, com Same Store Sales de 0,1% e Same Store Rent de 4,4%. O NOI caixa foi de R$ 138 por m2, alta de 3,7% na comparação anual e acima dos R$ 130 por m2 de junho. A vacância passou de 4,9% em junho para 4,7% em julho, a inadimplência líquida de 2,4% para 2,2%, o custo de ocupação de 11,8% para 11,7% e os descontos sobre faturamento de 3,3% para 3,0%. A ABL própria ficou estável em cerca de 274 mil m2 em 26 shoppings. No cronograma de compromissos o caixa e disponibilidades considerado caiu de R$ 300 milhões no relatório anterior para R$ 254 milhões, com projeção de encerramento de 2026 em R$ 214 milhões e de 2027 em saldo negativo de R$ 115 milhões após parcelas de Capitânia, Allos, Pátio Higienópolis e Iguatemi, com valores levemente atualizados pelos reajustes até julho. A carteira passou a ter 96,1% em imóveis contra 94,7% no mês anterior e o caixa caiu de R$ 253,4 milhões para R$ 147,6 milhões. Em mercado a cota do XPML11 fechou agosto a R$ 101,81 contra R$ 104,78 em julho, com volume negociado de R$ 428,5 milhões e liquidez média diária de R$ 20,4 milhões, 51,5% acima do mês anterior. O número de cotistas subiu de 778.926 para 785.753 e o patrimônio líquido passou de R$ 7,029 bilhões para R$ 7,026 bilhões.