Demonstrações financeiras · 30/06/2026
Referência 30/06/2026 · entregue 15/10/2026 19:30
Em uma linha
Lucro de R$ 531,5 milhões no exercício, revertendo prejuízo de R$ 20,7 milhões do período anterior
Resumo
O documento apresenta as demonstrações financeiras auditadas do XPML11 referentes ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, acompanhadas do relatório da PricewaterhouseCoopers, que emitiu opinião sem ressalvas, atestando que as demonstrações refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo de acordo com as práticas contábeis brasileiras aplicáveis aos fundos imobiliários. Os principais assuntos destacados pela auditoria foram a mensuração do valor justo das propriedades para investimento e das ações de companhias fechadas, apurados por laudos de avaliação com metodologia de fluxo de caixa descontado, e a mensuração e existência das cotas de fundos imobiliários mantidas em carteira.
Em termos patrimoniais, o XPML11 encerrou o exercício com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 6,90 bilhões, ante R$ 6,16 bilhões um ano antes, e ativo total de R$ 8,05 bilhões. O valor patrimonial da cota passou de R$ 108,60 para R$ 107,33, enquanto o número de cotas integralizadas subiu de 56,7 milhões para 64,3 milhões. O resultado do exercício foi positivo em R$ 531,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 20,7 milhões do período anterior, com lucro por cota de R$ 8,26 e retorno sobre o patrimônio líquido de 7,55%. Esse lucro foi impulsionado principalmente pelo resultado com venda de propriedades para investimento, que somou R$ 678,4 milhões em receitas, pelos rendimentos de cotas de FIIs de R$ 216,9 milhões e pelo ajuste positivo de R$ 162,7 milhões no valor justo dessas cotas, mas foi parcialmente compensado por ajustes negativos de valor justo em imóveis, de R$ 177,0 milhões, e em ações de companhias fechadas, de R$ 100,5 milhões.
A carteira do fundo em 30 de junho de 2026 era composta por propriedades para investimento de R$ 4,47 bilhões, equivalentes a 64,8% do patrimônio líquido, cotas de fundos imobiliários de R$ 1,97 bilhão, correspondentes a 28,6% do PL, ações de companhias fechadas de R$ 395,6 milhões e CRIs de R$ 120,8 milhões. Destacam-se ainda R$ 559,8 milhões a receber por vendas de imóveis já realizadas. No passivo, o fundo registrava obrigações por captação de recursos de R$ 531,9 milhões, vinculadas a CRIs com remuneração atrelada ao IPCA ou ao CDI, e obrigações por aquisição de imóveis de R$ 368,8 milhões. Entre as movimentações do período estão a alienação de nove participações para o FII Atria por cerca de R$ 1,65 bilhão, a aquisição de cinco ativos administrados pela Iguatemi por R$ 608,7 milhões e a conclusão da 13ª e 14ª emissões de cotas, que captaram, respectivamente, R$ 208,5 milhões e R$ 672,9 milhões.
Quanto à distribuição, foram aprovados R$ 664,6 milhões em rendimentos no exercício, com R$ 652,3 milhões efetivamente pagos e rendimento médio por cota de R$ 10,14, ante R$ 10,81 no ano anterior. O documento também informa eventos posteriores ao fechamento das demonstrações, como a assinatura de memorando de entendimentos para aquisição de 60% do São Bernardo Plaza Shopping por R$ 331,1 milhões, a aprovação da 15ª emissão de cotas no valor de R$ 400 milhões e a celebração de compromisso para venda da participação de 16,99% no Shopping Cidade Jardim por R$ 454 milhões.
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