O documento apresenta as demonstrações financeiras do fundo VISC11 referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela KPMG com opinião sem ressalvas, confirmando que elas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. O principal foco da auditoria foi o valor justo das propriedades para investimento, avaliado por laudos independentes com premissas como taxas de desconto e capitalização. No balanço, o ativo totalizou R$ 4,037 bilhões, com propriedades para investimento em R$ 3,685 bilhões (109,68% do PL), caixa e equivalentes em R$ 80 milhões e PL em R$ 3,359 bilhões (vs. ativo de R$ 4,207 bilhões e PL de R$ 3,597 bilhões em 2024). O passivo somou R$ 678 milhões, principalmente obrigações por aquisições de imóveis.
Na demonstração de resultado, o VISC11 registrou lucro líquido de R$ 41,5 milhões (R$ 1,44 por cota), inferior aos R$ 190,6 milhões (R$ 6,61 por cota) de 2024, impactado por ajuste negativo de R$ 206 milhões no valor justo das propriedades, despesas financeiras de R$ 59 milhões e receitas de aluguéis de R$ 348 milhões. O valor patrimonial da cota caiu para R$ 116,53 (de R$ 124,76). Receitas líquidas de propriedades foram R$ 73 milhões, com carteira de 29 shoppings centers (participações de 1% a 100%), aquisições recentes como Midway Mall e vendas/parcelamentos passados. Ativos imobiliários incluem R$ 117 milhões em cotas de FIIs e R$ 98 milhões em CRIs.
Os fluxos de caixa mostraram geração operacional de R$ 314 milhões, saída de R$ 129 milhões em investimentos (custos com imóveis e aquisições) e R$ 359 milhões em financiamentos (pagamentos de rendimentos e dívidas), reduzindo o caixa em R$ 175 milhões. Rendimentos distribuídos somaram R$ 279 milhões (95,6% do lucro ajustado), com R$ 23 milhões a pagar. O fundo se adaptou à Resolução CVM 175/22 e menciona evento posterior: MoU para comprar 10% do BH Shopping por R$ 285 milhões.