No relatório de abril de 2026 do VISC11, o fundo distribuiu R$ 0,84 por cota, enquanto o resultado gerado foi de R$ 0,68 por cota, inferior aos R$ 0,71 por cota de março devido a postergação do repasse pro rata do BH Shopping para maio, pagamento da primeira parcela do CRI BH em abril e adiamento do resultado do Shopping Paralela FII para maio. O acumulado não distribuído consolidado caiu para R$ 1,27 por cota, sendo R$ 0,93 no VISC11 e R$ 0,35 via Paralela, contra R$ 1,47 por cota em março.
Um destaque principal é a assinatura de MoU em 16/04/2026 para venda de frações em cinco shoppings por R$ 257,1 milhões: 12% do Prudenshopping (remanece 88%), 15% do North Shopping Maracanaú (85%), 14% da Granja Vianna (35%), 10% do Natal Shopping (20%) e 5% do Plaza Sul (0%), com pagamento em parcela inicial de R$ 35 milhões, R$ 167,1 milhões via compensação com cotas do PMLL11, e duas parcelas de R$ 27,5 milhões corrigidas por IPCA em 12 e 18 meses. Isso pode gerar ganho de capital de R$ 61,3 milhões (R$ 2,13 por cota) e reforçar caixa em R$ 169,9 milhões após quitação de dívidas, alinhado à estratégia de reciclagem de ativos e recomposição de liquidez.
Os indicadores operacionais de março (referentes aos shoppings) mostraram avanços: NOI caixa por m² em R$ 101 (+15,3% vs março/2025, ou +8,7% ajustado por participações atuais), contra R$ 98 em fevereiro (+7,2%); vendas por m² em R$ 1.445 (+5,8% vs março/2025, +10,1% ajustado), contra R$ 1.267 estável em fevereiro; SSS +6,6% (vs -0,5% em fevereiro), SSR +3,8% (vs +4,6%) e fluxo de veículos +5,7% (vs -2,8%). Inadimplência líquida em -1,0% (vs -3,3% em fevereiro), descontos em 1,9% (estáveis) e taxa de ocupação em 94,3% (leve queda de 0,2 pp vs março/2025 e de 94,8% em fevereiro).
A carteira encerrou com patrimônio líquido de R$ 3,35 bilhões (R$ 116,16 por cota, ante R$ 116,64 em março), imóveis em R$ 4,259 bilhões (vs R$ 4,249 bi), caixa em R$ 173 milhões (vs R$ 182 mi) e obrigações a prazo em R$ 1,070 bilhão (vs R$ 1,067 bi), com obrigações líquidas de R$ 897 milhões. Projeção de consumo de caixa em 2026 ajustada para R$ 147 milhões. Número de cotistas subiu para 347.631 (vs 343.939), cota de mercado em R$ 109,37 (+0,7% vs março) e valor de mercado em R$ 3,18 bilhões. Estimativa de distribuições segue entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro/2026. A gestão mantém foco em liquidez via vendas, emissões e possível alavancagem.