Seguem as principais observações referentes ao relatório gerencial do fundo VGRI11 de novembro de 2025, com comparações ao mês anterior.
O destaque operacional mais relevante do mês foi a movimentação na taxa de vacância do portfólio. Conforme previsto no relatório passado, ocorreu a saída do Banco Pan do Edifício Burity em novembro. Isso fez com que o imóvel ficasse 100% vago momentaneamente, elevando a vacância física geral do fundo de 15,8% (em outubro) para 23,5% (em novembro). A vacância financeira também subiu, passando de 12,6% para 16,5%. Contudo, a gestão informou que as negociações para uma nova locação integral deste prédio (monousuário) estão em estágio avançado, já na fase de elaboração de contrato, com expectativa de conclusão nas próximas semanas.
Para contrabalançar o aumento da vacância, o relatório traz um "Evento Subsequente" positivo ocorrido em dezembro. Foi assinado um novo contrato de 10 anos com uma grande varejista para a área vaga do Edifício BFC (3.287 m²). Com isso, o Edifício BFC atingirá 100% de ocupação. Como o contrato foi assinado em dezembro, os números de ocupação deste novo inquilino só aparecerão refletidos nos indicadores do próximo relatório, mas já sinalizam uma redução futura na vacância geral apresentada neste mês.
Em relação à estratégia de desinvestimento, a venda da participação no Edifício Cidade Jardim segue o cronograma. A fase de diligência foi superada e o fundo está agora nas discussões dos documentos definitivos da transação. Não houve alterações significativas nos prazos ou expectativas em relação ao mês anterior.
Financeiramente, o fundo manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,12 por cota. Nota-se uma leve redução no resultado gerado no mês (R$ 4,18 milhões) em comparação a outubro (R$ 4,51 milhões), influenciada pela queda nas receitas de locação devido à vacância momentânea. No entanto, o fundo ainda possui uma reserva de lucros acumulados confortável, equivalente a R$ 0,19 por cota, o que ajuda a estabilizar as distribuições.
No mercado secundário, a cota a mercado sofreu uma desvalorização, fechando novembro a R$ 7,77, contra R$ 8,20 no mês anterior. Por outro lado, a base de cotistas continua crescendo, passando de 20.780 para 21.930 investidores. O perfil da carteira permanece majoritariamente em imóveis (98,55%), com obrigações de aquisição (alavancagem/seller's finance) com vencimentos concentrados em março de 2026.