VGIR11

VALORA CRI CDI FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

21/01/2026 19:24

Resumo

O relatório gerencial do VGIR11 referente a dezembro de 2025 apresenta uma aceleração no ritmo de alocação de recursos, com o fundo encerrando o ano com 99,8% do seu patrimônio líquido investido em CRIs. Esse percentual representa um aumento em relação a novembro, quando a alocação estava em 96,6%, indicando que a gestão utilizou praticamente todo o caixa disponível para novas operações e aumentou a eficiência do capital investido. A estratégia de gestão ativa foi bastante intensa no período, caracterizada por um alto volume de giro de carteira com o objetivo de gerar ganhos de capital através da negociação de ativos no mercado secundário.

Houve uma movimentação significativa de compra e venda de ativos. O VGIR11 adquiriu um total de R$ 260,2 milhões em CRIs, com destaque para a entrada de novas operações como o CRI Tecnisa 573E e o CRI Helbor 137E. Simultaneamente, o fundo vendeu R$ 212,9 milhões em ativos, zerando sua participação em operações como CRI Artefacto, Sampaio Viana e algumas séries da Gafisa, além de reduzir exposição em diversos ativos da Helbor. Essa reciclagem altera ligeiramente o perfil da carteira, que viu sua exposição ao indexador CDI subir para 99,5%, consolidando o fundo quase exclusivamente em taxas pós-fixadas, enquanto a exposição a índices de inflação tornou-se residual.

A taxa média ponderada de aquisição da carteira sofreu uma leve compressão, passando de CDI + 4,06% em novembro para CDI + 4,00% em dezembro, enquanto a duration (prazo médio) da carteira aumentou de 1,8 para 2,0 anos. O segmento residencial continua sendo a maior exposição do fundo, ampliando sua representatividade para quase 83% do portfólio. A gestão mantém o foco em operações exclusivas e estruturadas pela própria casa, que representam a grande maioria dos ativos.

Quanto aos resultados financeiros, a distribuição de rendimentos permaneceu estável em R$ 0,13 por cota, o mesmo valor praticado nos meses anteriores. No entanto, o resultado contábil do mês de dezembro foi menor do que em novembro, influenciado principalmente por um aumento expressivo nas despesas recorrentes, que saltaram de cerca de R$ 1,2 milhão para quase R$ 6 milhões. Esse movimento é comum em fechamentos de semestre devido ao provisionamento e cobrança da taxa de performance sobre os resultados que excederam o benchmark.

Por fim, eventos subsequentes informados mostram que a atividade de reciclagem continuou no início de janeiro, com novas vendas de ativos e investimentos adicionais. O valor de mercado da cota também apresentou valorização no fechamento do ano, saindo de R$ 9,46 em novembro para R$ 9,83 em dezembro, acompanhado de um leve aumento na base de cotistas. A gestão reafirmou que os CRIs da carteira permanecem saudáveis e adimplentes segundo seu monitoramento de crédito.