VGIP11

VALORA CRI ÍNDICE DE PREÇO FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII RESPONSABILIDADE LIMITADA

Demonstrações Financeiras

Ativo

Referência

30/06/2026

Entrega

09/09/2026 14:25

Resumo

O VGIP11 divulgou suas demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, aprovadas pela administradora em 4 de setembro de 2026 e auditadas pela KPMG Auditores Independentes, que emitiu opinião sem ressalvas afirmando que elas apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo. O principal ponto destacado pela auditoria foi a existência e valorização dos Certificados de Recebíveis Imobiliários, que representavam 96,98 por cento do patrimônio líquido na data base. Em 30 de junho de 2026 o patrimônio líquido do VGIP11 era de cerca de 1,05 bilhão de reais, ante 1,04 bilhão um ano antes, com valor patrimonial por cota de 89,22 reais. O ativo total somava 1,066 bilhão de reais, composto principalmente por 1,019 bilhão em CRIs e 46,2 milhões em cotas de fundo de renda fixa de liquidez diária, enquanto o passivo era de 14,5 milhões, sendo 13,6 milhões de rendimentos a distribuir, e não havia mais saldo de obrigações por operações compromissadas, que no ano anterior eram de 37,2 milhões.

No exercício o VGIP11 apurou lucro líquido de 128,1 milhões de reais, equivalente a 10,87 reais por cota, acima dos 120,2 milhões do exercício anterior, o que representou um retorno de 12,30 por cento sobre o patrimônio líquido inicial. Esse resultado foi formado por 165,7 milhões em receitas de CRIs e 16,1 milhões em ganhos com negociações de CRIs, parcialmente compensados por ajuste negativo de 46,6 milhões ao valor justo da carteira, além de 4,4 milhões em receitas de fundo de renda fixa e despesas de cerca de 9,9 milhões com taxa de administração, 148 mil com taxa de performance e 526 mil com outras despesas operacionais. Com base no regime de caixa, o lucro base para distribuição foi de 117,8 milhões, integralmente declarado como rendimentos aos cotistas, correspondendo a uma média de 10,09 reais por cota pagos no exercício, com 13,6 milhões ainda a distribuir no encerramento do balanço.

A carteira do VGIP11 segue concentrada em CRIs majoritariamente indexados ao IPCA mais taxas que variam em geral entre 4 por cento e 12,24 por cento ao ano, além de uma operação atrelada ao CDI mais 3,25 por cento e uma atrelada ao IGP-M, com vencimentos longos até 2042 e lastros diversos como contratos de compra e venda, locação, debêntures e CCBs, tendo como maiores devedores Prestige Participações, VFDL 2 e 3, BM Varejo e JSTX Participações. No ano o fundo comprou 1,09 bilhão e vendeu 1,03 bilhão em CRIs, além de receber 112,9 milhões em amortizações e 108,6 milhões em cupons. O documento informa ainda que não houve novas emissões ou amortizações de cotas, que o número de cotas segue em 11,78 milhões, que não há demandas judiciais relevantes nem eventos subsequentes a divulgar, e que em junho de 2025 o regulamento foi adaptado à Resolução CVM 175 com ajuste da denominação para Responsabilidade Limitada, sem mudança na política de investimentos.