O relatório gerencial do VGIP11 referente a dezembro de 2025 apresenta um fundo operando próximo de sua capacidade máxima de investimento, encerrando o período com 99,1% do patrimônio líquido alocado em Certificados de Recebíveis Imobiliários, os CRIs. Isso representa um leve aumento na exposição em comparação ao mês de novembro, quando a alocação estava em 98,5%. O caixa do fundo, consequentemente, reduziu-se para menos de 1% do patrimônio, demonstrando uma gestão focada na eficiência de alocação de recursos. A base de cotistas apresentou uma ligeira oscilação para baixo, fechando com pouco mais de 84 mil investidores.
A movimentação da carteira foi ativa durante o mês. O VGIP11 adquiriu um total de 20,2 milhões de reais em operações, inserindo três novos ativos no portfólio: o CRI JL, com taxa de IPCA + 11,00%, o CRI Galleria Bank a IPCA + 9,00% e o CRI Canopus a IPCA + 9,00%. Houve também um aporte adicional no CRI Projetos Residenciais SP. Na ponta vendedora, a gestão alienou parte de sua posição no CRI General Shopping e recebeu amortizações que somaram 6,4 milhões de reais. É importante notar uma leve redução no cupom médio ponderado da carteira, que passou de 8,43% em novembro para 8,29% em dezembro, embora o Yield médio de mercado da carteira tenha subido ligeiramente para 10,48%.
Em relação aos rendimentos, houve uma redução no valor distribuído por cota. O fundo pagou 0,71 reais por cota referente a dezembro, uma queda em comparação aos 0,92 reais distribuídos no mês anterior. Essa variação reflete a normalidade das operações após um mês de novembro que havia sido beneficiado por eventos pontuais de recuperação de crédito e liquidação de ativos. O fundo consumiu parte de suas reservas de inflação acumulada, encerrando o mês com 0,10 reais por cota de ganho acumulado retido, valor inferior aos 0,18 reais registrados no relatório passado.
Um ponto de destaque significativo está nos eventos subsequentes ao fechamento do mês. Já no início de janeiro, a gestão executou uma reciclagem relevante da carteira, vendendo mais de 73 milhões de reais de um CRI com taxa de IPCA + 7,0% para reinvestir mais de 82 milhões de reais em três novos CRIs com taxa média de IPCA + 9,6%. Esse movimento sinaliza uma estratégia clara da gestão de girar o portfólio para elevar a taxa média de juros (o carrego) da carteira, buscando retornos nominais maiores para os cotistas nos próximos períodos.
A composição setorial da carteira sofreu pequenas alterações devido a essas movimentações, mantendo uma diversificação equilibrada. O segmento de Shoppings continua sendo a maior exposição, com cerca de 24,9%, seguido de perto pelo setor Residencial com 23,8%. Quanto à qualidade de crédito, a gestão informou que todos os CRIs permanecem adimplentes, mantendo a classificação da carteira como saudável. Não houve alterações nas garantias ou problemas operacionais reportados nos ativos atuais.