O VGIA11 encerrou o mês de dezembro de 2025 apresentando um aumento significativo na alocação de seus recursos. O percentual do patrimônio líquido investido em ativos subiu de 84% em novembro para 90,7% em dezembro. Esse movimento reflete o cumprimento da intenção da gestão, mencionada no relatório anterior, de reduzir a posição de caixa para aumentar a eficiência do fundo. O total investido cresceu de R$ 723 milhões para R$ 762 milhões, com a carteira passando a contar com 33 ativos, frente aos 30 do mês passado.
A distribuição de rendimentos aos cotistas foi mantida em R$ 0,14 por cota, o mesmo valor pago no mês anterior. No entanto, é importante notar que o resultado contábil gerado pelo fundo em dezembro foi de R$ 9,65 milhões, um valor inferior aos R$ 11,01 milhões gerados em novembro. Para sustentar a distribuição de R$ 0,14, o gestor utilizou parte da reserva de lucro acumulada, que diminuiu de R$ 8,9 milhões (aproximadamente R$ 0,10 por cota) para R$ 6,6 milhões (aproximadamente R$ 0,07 por cota).
No que tange à movimentação de ativos, o destaque do mês foi a aquisição de R$ 5,4 milhões na CPR-F Sergio Barzotto III, com uma taxa de CDI + 4,35%. Observando os indicadores gerais da carteira, houve uma leve redução na taxa média ponderada de aquisição dos ativos, que passou de CDI + 5,25% ao ano em novembro para CDI + 5,03% ao ano em dezembro. O prazo médio (duration) da carteira oscilou ligeiramente para baixo, de 1,7 anos para 1,6 anos.
O relatório atualizou a situação referente aos CRAs da Languiru. A gestão informou que ainda existe um potencial de distribuição adicional derivado da diferença na marcação desses ativos e da estrutura de garantias, estimado agora em R$ 16,8 milhões (cerca de R$ 0,19 por cota). Esse valor representa uma redução em comparação ao relatório de novembro, quando o potencial estimado era de R$ 19,0 milhões. A gestão reforçou que o portfólio permanece adimplente e que as amortizações desse ativo específico iniciaram em agosto de 2025.
Em termos de composição por indexador, o fundo mantém 100% de sua exposição atrelada ao CDI. Na divisão por segmentos, houve alterações nas proporções devido à nova alocação de recursos: a exposição ao setor de Distribuidoras manteve-se próxima de 35%, enquanto o setor de Cooperativas subiu para 31,0% (era 24,6% no gráfico anterior, embora os dados da tabela variem) e a exposição direta a Produtores aumentou significativamente conforme o gráfico de alocação.
Por fim, a liquidez do fundo apresentou melhora, com o volume médio diário de negociação subindo de R$ 1,9 milhão para R$ 2,1 milhões. A base de cotistas também registrou um leve crescimento, encerrando o ano com 170.225 investidores. O valor da cota patrimonial permaneceu estável em R$ 9,50.