O relatório gerencial de dezembro de 2025 do VGHF11 apresenta um aumento na alocação de recursos do fundo, que encerrou o mês com 104,4% de seu patrimônio líquido investido em ativos-alvo, um crescimento em relação aos 101,3% observados em novembro. O fundo aumentou levemente o número de ativos na carteira, passando de 138 para 139, totalizando quase 1,5 bilhão de reais investidos. A porção alavancada, representada por operações de venda e recompra futura de CRIs, teve uma leve redução proporcional, caindo de 4,0% para cerca de 3,6% do patrimônio líquido.
A distribuição de rendimentos aos cotistas manteve a estabilidade, pagando novamente R$ 0,07 por cota, o mesmo valor distribuído no mês anterior. Contudo, houve um destaque importante na valorização da cota patrimonial. Enquanto em novembro a variação positiva foi de apenas R$ 0,02, em dezembro a cota patrimonial variou positivamente em R$ 0,12. Segundo a gestão, esse ganho expressivo foi impulsionado pela alta de 3,14% do IFIX, que valorizou a carteira de Fundos Imobiliários (FIIs) que o VGHF11 possui. O resultado contábil do mês deu um salto significativo, passando de cerca de 5,9 milhões em novembro para mais de 30 milhões em dezembro, fortemente impactado pelo ajuste de marcação a mercado positivo.
Nas movimentações da carteira, houve uma mudança tática relevante. O fundo realizou vendas líquidas de CRIs, reduzindo a exposição direta a crédito, e realizou compras líquidas expressivas em Fundos Imobiliários. O grande destaque foi o investimento no "Valora CRI Pré FII", adquirindo cotas da classe subordinada. A estratégia da gestão com esse ativo é buscar um retorno alavancado em uma carteira de CRIs já conhecida. Além disso, o relatório menciona a intenção de aumentar a alavancagem dessa posição específica no próximo mês para potencializar os retornos. Outra aquisição citada nominalmente pela gestão foi a compra de cotas do fundo GARE11.
A divisão estratégica da carteira permaneceu praticamente estável, com uma ligeira oscilação, ficando ao final de dezembro com 48,9% na carteira Valor e 51,1% na carteira Renda. Quanto à saúde financeira dos ativos de crédito, não houve alterações no cenário de inadimplência. Os CRIs relacionados à empresa Selina continuam marcados a zero no balanço, sem novas provisões negativas, e o restante da carteira de crédito segue adimplente e monitorada de perto pela gestão.
Por fim, observou-se uma pequena redução na base de investidores e na liquidez do VGHF11 no mercado secundário. O número de cotistas caiu de aproximadamente 389 mil em novembro para cerca de 386 mil em dezembro, e o volume médio diário de negociações recuou de 3,7 milhões para 2,9 milhões de reais. Apesar dessa oscilação de liquidez, o fundo fecha o ano com uma rentabilidade total, somando dividendos e valorização da cota patrimonial, superior ao seu benchmark.