VGHF11

VALORA HEDGE FUND FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

28/11/2025

Entrega

26/12/2025 19:59

Resumo

O relatório gerencial de novembro de 2025 do VGHF11 apresenta um cenário de manutenção no valor dos dividendos distribuídos, mas com alterações relevantes na estratégia de alocação da carteira. O fundo distribuiu R$ 0,07 por cota, mesmo valor do mês anterior. No entanto, houve uma mudança na composição das rentabilidades relativas; enquanto em outubro esse valor representava IPCA + 10,65% ao ano, em novembro representou IPCA + 4,58% ao ano, variação que ocorre devido à base de cálculo da inflação e ao valor da cota patrimonial.

Uma das principais movimentações estratégicas do mês foi o aumento da exposição na carteira Valor em detrimento da carteira Renda. A gestão realizou uma compra líquida significativa de ativos de equity, com destaque para a participação na BM Varejo S.A., empresa ligada ao Complexo Cidade Matarazzo em São Paulo. Essa movimentação fez com que a carteira Valor subisse para 48,8% do total dos ativos, enquanto a carteira Renda recuou para 51,2%, refletindo uma aposta maior em ganho de capital e valorização de ativos imobiliários e fundos de tijolo.

Na parte de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o fundo realizou vendas líquidas para gerar ganho de capital. Houve a venda ou amortização de papéis como TMX, Projetos Residenciais SP 1S e HM Engenharia, enquanto houve compra do CRI Roc Panamby 3S. A alavancagem do fundo, estruturada por meio de operações compromissadas, teve uma leve redução, saindo de R$ 62,2 milhões em outubro para R$ 56,2 milhões em novembro, mantendo um custo médio de CDI + 0,84% ao ano.

A composição do patrimônio mostra um crescimento na fatia alocada em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que passou de cerca de 12% para 14,5% do patrimônio, impulsionada pelo investimento no Matarazzo. A posição em cotas de outros FIIs manteve-se estável perto de 50%, enquanto a posição em CRIs teve uma leve redução percentual.

Quanto à saúde financeira dos ativos de crédito, o gestor reafirmou que os CRIs da rede Selina continuam marcados a zero no balanço, sem alterações nesse quadro de inadimplência. Os demais ativos da carteira de crédito são considerados saudáveis pela gestão. O fundo registrou também uma valorização na cota patrimonial de R$ 0,02, explicada pelo fechamento das taxas de juros futuros que valorizou a carteira de CRIs indexados à inflação.

Por fim, observase no mercado secundário uma retração tanto no preço da cota a mercado, que fechou a R$ 7,08 em novembro contra R$ 7,60 em outubro, quanto no número de cotistas, que caiu de aproximadamente 406 mil para 389 mil investidores. O fundo segue com alta liquidez, negociando uma média diária superior a R$ 3,6 milhões.

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