O informe anual do SPXS11, fundo multietratégia administrado pelo BTG Pactual com gestão da SPX SYN, referente ao exercício encerrado em 31/12/2025, destaca que o fundo operou em linha com sua estratégia, conforme detalhado no informe mensal de dezembro. O mercado imobiliário brasileiro cresceu de forma moderada em 2025, impactado por juros elevados que restringiram o crédito, mas sustentado por demanda aquecida, valorização de imóveis acima da inflação e políticas públicas. Para 2026, as perspectivas são positivas, com expectativa de aquecimento via queda da Selic e maior acesso ao crédito. O programa de investimentos prevê seguir o regulamento, buscando ampliação do patrimônio.
A carteira é composta principalmente por CRIs, com valores contábeis totais não somados no documento, mas apresentando valorizações no período entre 1,51% e 46,70% na maioria dos ativos, avaliados a valor justo conforme ICVM 516, usando taxas de negociação, modelos internos e cotações da B3 ou Fundos.net. Também há posições em cotas de outros FIIs, como BTG Crédito Imobiliário e VBI Crédito Multi, com desempenhos variados, alguns negativos como -20,53%. No período, o fundo vendeu CRIs para realização de lucros, totalizando cerca de R$ 10 milhões em montantes investidos via capital.
Não há processos judiciais relevantes, e a pulverização de cotistas é alta, com 63% das cotas em mãos de detentores de até 5%, e o restante concentrado em poucas PJs acima de 5%. Houve diversas transações com cotas de fundos renda fixa como BTG Tesouro Selic e SPX Cash, autorizadas em assembleia de junho/2025, envolvendo aquisições e alienações com contraparte BTG, refletindo gestão de liquidez. A taxa de administração é de 0,80% a.a. sobre patrimônio, mais variável, com mínimo mensal. Documentos de assembleias estão disponíveis nos sites da B3 e BTG, e riscos detalhados em anexo.