O relatório de auditoria independente da EY sobre as demonstrações financeiras do SPXS11 em 31 de dezembro de 2025 apresenta opinião sem ressalvas, confirmando que os balanços refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. O principal foco de auditoria foram os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), que somam R$ 133,6 milhões e representam 70,39% do patrimônio líquido de R$ 189,8 milhões, com valorização positiva de R$ 4,7 milhões no período. O ativo total chegou a R$ 192,3 milhões, com cotas de FIIs em R$ 25,7 milhões (13,53%) e aplicações em fundos de renda fixa em R$ 28,8 milhões (15,19%), enquanto o passivo circulante foi de R$ 2,6 milhões, principalmente rendimentos a distribuir.
No exercício, o SPXS11 registrou lucro líquido de R$ 29,7 milhões, mais que o dobro dos R$ 13,2 milhões de 2024, com lucro por cota de R$ 1,47 (ante R$ 0,65) e valor patrimonial da cota em R$ 9,40 (de R$ 9,15). O resultado de atividades imobiliárias foi de R$ 29,5 milhões, impulsionado por receitas de CRIs (R$ 13,8 milhões), ganhos em transações e ajustes ao valor justo positivos em CRIs, FIIs e ações. Foram distribuídos R$ 24,6 milhões em rendimentos (95% do resultado apurado pelo regime de caixa), equivalendo a R$ 1,23 por cota. O fluxo de caixa de investimentos gerou R$ 49,5 milhões, com caixa final em R$ 28,8 milhões.
A carteira de CRIs é diversificada em emissores como Opea, True e Habitasec, com garantias como alienação fiduciária e fundos de reserva, todos adimplentes. Cotas de FIIs incluem Navi Residencial e BTG You Inc., enquanto ações destacam MRV. O fundo, agora com responsabilidade limitada e nome SPX Real Estate Multiestratégia, manteve 20,2 milhões de cotas, com preços variando de R$ 7,87 a R$ 9,22 em 2025. Despesas operacionais somaram R$ 2,3 milhões, incluindo taxa de administração de 0,75% e performance de 0,24% sobre PL médio.