Investor report · September/2026
Referência 27/10/2026 · entregue 28/10/2026 17:38
Em uma linha
Distribuição de R$ 0,11 por cota pelo terceiro mês seguido, com DY anualizado de 12,7% sobre o preço de mercado
Resumo
O relatório de setembro de 2026 do SNID11 informa distribuição de R$ 0,11 por cota, o terceiro mês consecutivo nesse patamar, com dividend yield anualizado de 12,7% sobre o preço de mercado e DY de 12 meses de 13,4%. O patrimônio líquido era de R$ 69,69 milhões, ou R$ 9,67 por cota, enquanto o preço de mercado era R$ 10,12, implicando P/NAV de 1,05x. A carteira tinha 49 ativos de 39 emissores, carrego de CDI + 2,14%, duration média de 4,4 anos e rating médio ponderado AA-, com 88,5% em debêntures incentivadas, 8,3% em debêntures comuns e 3,2% em caixa; cerca de 90% estava em ratings A- ou superiores.
O mês foi descrito como difícil para o crédito de infraestrutura, com alargamento dos prêmios de crédito, mediana em torno de 29 bps, o maior nível desde outubro de 2024, e resgates líquidos de R$ 1,1 bilhão no segmento após o efeito técnico dos vencimentos de NTN-B. Isso pressionou a marcação a mercado dos ativos e o resultado por cota, que foi negativo em R$ 0,063, refletindo marcação a mercado de R$ 0,18 por cota, parcialmente compensada pelo carrego. A distribuição foi mantida dentro da orientação, e o fundo usa derivativos de cupom de taxa real, os DAPs, para reduzir a exposição da cota patrimonial às oscilações dos títulos públicos indexados à inflação. Com a Selic em 13,75% ao ano, o pagamento seguiu no piso da faixa de orientação para o segundo semestre de 2026.
Em transações, o SNID11 reduziu parcialmente a posição em HARG11, vendendo cerca de R$ 1,0 milhão, equivalentes a 925 de 1.250 cotas, sem compras materiais no período. O relatório destacou notícias positivas de crédito, como a elevação da Brava Energia para AA+(bra) pela Fitch após o controle da Ecopetrol, a melhora do rating da Casan com perspectiva positiva e o refinanciamento de cerca de R$ 3,2 bilhões da Giga Mais, com vencimentos estendidos até 2032. A gestão afirmou manter disciplina de crédito e originação seletiva, monitorando Braskem, Pão de Açúcar e CSN, que somavam cerca de 2,5% do patrimônio líquido. A alocação setorial tinha energia em 21,3%, saneamento em 20,2%, telecom em 18,0%, rodovias em 8,7% e óleo e gás em 8,3%.
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