O SNEL11 encerrou sua 4ª oferta pública com captação de R$ 622 milhões, elevando o patrimônio líquido para R$ 909 milhões em dezembro de 2025, um crescimento de 192% desde junho de 2025 e salto de R$ 436 milhões em novembro. O número de cotistas subiu para 63.023, aumento de 82% no mesmo período.
O fundo celebrou 20 contratos de aquisição de usinas solares de geração distribuída, totalizando 87,5 MWp em 22 cidades de 8 estados, por R$ 436 milhões, com TIR real projetada de 14,44% ao ano. Desses, 16,9 MWp já foram integralizados, como Paramirim (6,72 MWp), Cruzeiro do Sul e Soleil (3,4 MWp cada) e Juti (3,37 MWp). Isso pode elevar a geração mensal em 195%, de 6.554 MWh para 20.286 MWh potenciais.
No projeto Petrolina, houve distrato integral com a Lemon, com repasse futuro de aluguéis acumulados, e locação imediata das UFVs 1 e 3 para Setta Energia em contratos Take or Pay de 10 anos, com diferimentos de 6 e 12 meses nos primeiros aluguéis. Comparado a novembro, quando se finalizavam trocas em Catena e Malbec para NUV, isso reforça a rotação de inquilinos para maior previsibilidade.
Laudos de avaliação de 2025 ajustaram valores: San Remo subiu 22% para R$ 28,8 milhões, Petrolina caiu 5% para R$ 32,8 milhões, Itabira recuou 12% para R$ 14,1 milhões e Amontada 2 avançou 1%, totalizando alta de 2% em R$ 81,9 milhões. As quedas ligam-se a novos contratos com aluguéis menores, mas em modalidade Take or Pay.
Receitas de dezembro atingiram R$ 9,9 milhões, contra R$ 5,3 milhões em novembro e R$ 3,2 milhões em outubro, com R$ 9,8 milhões de locação de UFVs. Distribuição manteve R$ 0,10 por cota, DY anualizado em 14,97%, e cotação fechou em R$ 8,55, alta de 0,84% ante R$ 8,48. Lucro acumulado por cota foi R$ 0,012.
A carteira totaliza R$ 936 milhões, com 27% em ativos em aquisição, 24% em FII de liquidez, 23% em FII holding de projetos GD e 7% em caixa. Exposição por UFVs em 44%, capacidade listada em 78,73 MWp, 70% em contratos compensados e 17% Take or Pay, concentrada em CEMIG-MG (29%) e NUV (56% dos inquilinos).
A gestão destaca desaceleração na queda de reservatórios hídricos (EAR em 45,5%) e bandeira tarifária amarela em dezembro, ante vermelha em novembro. Estratégia evoluiu para aquisições de operacionais, priorizando caixa imediato, com ramp-up de projetos como Petrolina e Pirassununga previsto para 2026.