A assembleia geral de cotistas do SNAG11 será realizada de forma remota por consulta formal até o dia 3 de junho de 2026, com apuração divulgada em 5 de junho, para votar propostas da administradora que autorizam o fundo a realizar transações com partes relacionadas e a fazer alterações em seu regulamento. As matérias envolvem potenciais conflitos de interesses e buscam permitir uma gestão mais flexível, incluindo a contratação de formador de mercado e serviços de comunicação pela gestora ou administradora, além de compras e vendas de cotas de outros fundos de investimento como FIAGRO, FII e FIDC administrados por empresas do mesmo grupo, com limites de até 100% do patrimônio líquido em alguns casos e 50% em outros. Também estão previstas autorizações para negociar debêntures, LCI, LCA, CRI e CRA emitidos por partes ligadas, desde que atendam critérios como prazo máximo, indexação a índices como IPCA ou taxa DI, spread mínimo e opinião legal sobre o lastro.
Outras propostas autorizam transações com ativos de liquidez e a aquisição direta ou indireta de imóveis rurais em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, bem como participações em sociedades da cadeia do agronegócio, sempre de agentes relacionados, com exigências como laudos de avaliação independentes e imóveis livres de restrições judiciais. O documento ainda inclui a possibilidade de recompra de próprias cotas pelo fundo no mercado, a limitação de 10% dos votos por cotista em deliberações sobre substituição de prestadores de serviços e liquidação do fundo, e a criação de uma oferta pública obrigatória de aquisição de cotas quando alguém atingir 10% ou mais da participação, com prêmio de pelo menos 125% sobre o maior valor entre preço justo ou compras recentes.
Por fim, a taxa global de remuneração da administração e gestão seria alterada para 1,14% ao ano sobre o valor de mercado ou patrimônio líquido, com remuneração mínima mensal de 10 mil reais, e o regulamento consolidado passará a valer se todas as alterações forem aprovadas, incluindo o uso de e-mails e WhatsApp para comunicações com cotistas, que poderão optar por não receber mensagens de marketing. A administradora argumenta que essas medidas alinham o fundo às melhores práticas e permitem uma administração mais eficiente, mantendo o foco na rentabilidade dos cotistas.