O informe anual do SNAG11 mostra que o fundo ajustou sua carteira em 2025 ao reduzir posições em CRAs como Boa Safra e Leitíssimo II para elevar o caixa, adquirir o CRA Mapeva por R$ 3 milhões com foco em diversificação e garantias, e aumentar a exposição em SNFZ. A carteira mantém dois imóveis rurais em Mato Grosso com cadastros ambientais regularizados no CAR, sem passivos detectados. A gestão seguiu priorizando análise de crédito e monitoramento para sustentar a inadimplência em zero.
O resultado do exercício foi positivo, com recuperação do valor de mercado das cotas e pagamento contínuo de dividendos, sustentado pela recorrência das receitas e pela ausência de eventos de crédito que afetaram outros fundos da categoria no fim de 2024. O gestor destacou que o setor enfrentou juros altos na Selic, queda nos preços de grãos e turbulência após problemas de crédito, mas os produtores estão adotando gestão mais conservadora e maior governança. A política de distribuição é mensal, baseada no lucro contábil ajustado, com R$ 83,9 milhões pagos em caixa no período.
Para os próximos exercícios, o plano é continuar investindo em ativos do agro com baixo risco, buscando diversificação e eventuais ganhos nos spreads, especialmente se houver queda nos juros. A carteira é vista como protegida por garantias robustas e emissores de boa qualidade. Os principais riscos citados incluem variações de mercado, inadimplência, liquidez e mudanças regulatórias, e a base de cotistas permanece muito pulverizada, com mais de 118 mil investidores.