SNAG11

SUNO AGRO - FIAGRO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/03/2026

Entrega

27/04/2026 18:37

Resumo

No relatório de março de 2026 do SNAG11, a distribuição foi de R$ 0,12 por cota, menor que os R$ 0,15 de fevereiro, alinhada a uma posição conservadora para recompor reservas após pagamentos elevados nos meses anteriores, com reservas pós-distribuição em R$ 0,15 por cota, ante R$ 0,12 em fevereiro.

O número de cotistas subiu para 128.616, marcando o sétimo mês consecutivo de crescimento, contra 123.543 em fevereiro.

O gestor realizou venda marginal do CRA Leitíssimo II a taxas abaixo da emissão, gerando ganhos e reduzindo a exposição nesse emissor de 1,97% para 1,75% do PL, mantendo alocação relevante mas visando diversificação com a nova emissão de cotas do SNAG11.

O patrimônio líquido fechou em R$ 617,73 milhões, queda ante R$ 622,59 milhões em fevereiro, com cota patrimonial em R$ 10,17, ante R$ 10,25, e cota de mercado em R$ 10,76, ante R$ 11,00, resultando em P/VP de 1,06, contra 1,07.

Caixa aumentou para R$ 60,5 milhões (9,64% do PL), ante R$ 11,64 milhões (1,87%), enquanto yield all in da carteira foi de 16,94%, ante 17,41%, e remuneração da carteira CDI + 2,00%, ante CDI + 2,18%, com DY anualizado em 14,24%, ante 17,65%.

Na carteira de crédito, CRA Pulverizado Boa Safra segue dominante em 49,57% do PL (era 49,96%), CRA Cultura em 8,33% (era 8,22%), e Leitíssimo em 6,85% (era 6,75%), com 265 devedores e inadimplência zerada; exposição por tipo de ativo mostra CRAs em 79,9% (ante cerca de 80%), imóveis 8,5%, caixa 9,64% e FIAGRO 4,7%.

Resultado de março mostrou receita distribuível de R$ 9,73 milhões (juros CRA R$ 7,68 milhões), resultado final R$ 9,18 milhões (R$ 0,151 por cota) e reserva pós-distribuição R$ 9,20 milhões (R$ 0,151 por cota).

A carta do gestor destacou alta nos custos de produção em Mato Grosso, com soja em R$ 7,99 mil/ha na safra 25/26 (+7,69% ante anterior, puxada por fertilizantes +9,23%) e milho R$ 6,71 mil/ha (+9,69%), comprimindo margens para R$ 1.103/ha na soja (-44% ante 24/25) e R$ 516/ha no milho (-48%), além de frete de grãos em alta (ex: Canarana-Paranaguá R$ 466,41/ton, +1,35% semanal).

O cenário macro enfatizou conflito no Oriente Médio com fechamento do Estreito de Ormuz, elevando petróleo acima de US$ 100/barril e fretes recordes, pressionando fertilizantes e inflação (IPCA 2026 revisado para 4,3%, ante 4,0% projetado antes), com Copom iniciando cortes mas cauteloso e Selic terminal 12,5% em 2026.