Em sua análise de novembro de 2025, o fundo Suno Agro - Fiagro Imobiliário (SNAG11) apresentou movimentações pontuais e relevantes na carteira, com o objetivo de otimizar a rentabilidade. A gestão manteve o patamar de distribuição de rendimentos e reforçou a saúde financeira do portfólio, que permaneceu com 0% de inadimplência.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,13 por cota, o mesmo valor do mês anterior, que representou uma alta em relação aos meses precedentes. A gestão reforçou que considera este o nível mínimo de distribuição para os próximos meses, apoiada pelo atual patamar da taxa Selic e pelo volume de lucros acumulados, que subiu de R$ 0,158 para R$ 0,161 por cota.
As principais novidades vieram das movimentações na carteira. O gestor efetuou a venda de R$ 3 milhões do CRA Boa Safra e R$ 3 milhões do CRA Leitíssimo II, destacando que ambas as vendas foram realizadas com ganho de capital para o fundo. A mudança mais significativa foi o aumento da exposição ao Fiagro SNFZ11. O fundo comprou mais cotas deste ativo, elevando sua participação de 1,7% do patrimônio líquido em outubro para 4,8% em novembro. A justificativa foi o preço atrativo do SNFZ11 no mercado secundário e seu potencial de valorização.
Houve uma valorização expressiva da cota no mercado secundário, que fechou o mês a R$ 10,17, um aumento considerável frente aos R$ 9,64 do mês anterior. Com isso, a relação Preço/Valor Patrimonial (P/VP) subiu de 0,93 para 0,99, indicando que o desconto em relação ao valor patrimonial praticamente desapareceu. O número de cotistas continuou em uma tendência de crescimento, passando de 117.543 para 118.613.
Na carta do gestor, a iniciativa "SNAG na Economia Real" continuou, desta vez detalhando a operação da Shull Sementes, que representa 5,2% do patrimônio do fundo. Essa comunicação visa demonstrar como os investimentos do fundo impactam diretamente o agronegócio. A carteira de ativos permaneceu fortemente concentrada em CRAs (81,6%) e indexada ao CDI (90,1%).