O relatório de dezembro de 2025 do RZAK11 aponta que o fundo manteve a distribuição de rendimentos estável em R$ 1,10 por cota, o mesmo valor pago no mês anterior. Este montante permanece dentro da banda de guidance (previsão) estipulada pela gestão, que vai de R$ 1,00 a R$ 1,20 para os próximos três meses. Um ponto importante é que o fundo gerou um resultado de R$ 1,29 por cota, superior ao distribuído, o que permitiu um aumento significativo nas reservas acumuladas (lucro retido), que passaram de R$ 0,22 por cota em novembro para R$ 0,42 por cota em dezembro.
Houve um crescimento relevante no valor da cota patrimonial, que subiu de R$ 87,34 para R$ 88,70, uma alta de cerca de 1,55% em apenas um mês. Segundo o relatório, essa valorização foi impulsionada pela reavaliação positiva dos patrimônios dos Fundos Imobiliários BRL Direcional e Riza Viseu, présents na carteira, além do impacto positivo gerado pela estrutura de proteção (hedge) do fundo frente às oscilações da curva de juros.
No aspecto financeiro, o resultado teve uma mudança brusca em comparação ao mês anterior. A linha de receita financeira, que havia sido negativa em R$ 1,5 milhão em novembro, reverteu para um saldo positivo de R$ 4,26 milhões em dezembro. Contudo, devido ao bom desempenho, houve a cobrança de taxa de performance no valor de R$ 1,44 milhão, despesa que não havia ocorrido no mês passado.
A estratégia de alocação do fundo apresentou um aumento na alavancagem. A alocação bruta saltou de 98,94% do Patrimônio Líquido em novembro para 108,54% em dezembro, utilizando operações compromissadas reversas para otimizar o retorno. Em termos de composição por indexador, houve um aumento na exposição ao CDI, que passou de aproximadamente 28% para quase 35%, enquanto a exposição ao IPCA teve uma leve redução proporcional, ficando próxima de 44%.
Quanto aos ativos problemáticos, especificamente os CRIs Starbucks (Southrock), a situação permanece classificada como "Em Recuperação". A gestão reiterou que esses CRIs não foram incluídos na venda da operação para a Zamp. Foi obtida uma decisão judicial para acessar cerca de R$ 3 milhões em recebíveis de cartão de crédito como garantia, e as negociações para o pagamento do saldo remanescente continuam, dependendo da evolução da recuperação judicial da devedora.