RURA11

ITAÚ ASSET RURAL FIAGRO - IMOBILIÁRIO

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

11/09/2026 20:15

Resumo

O RURA11 distribuiu R$ 0,105 por cota referente a agosto, valor abaixo dos R$ 0,110 pagos em julho. Com isso o dividend yield anualizado passou de 13,62 pct para 12,94 pct na cota patrimonial e de 17,25 pct para 16,67 pct na cota de mercado. A cota patrimonial subiu levemente de R$ 10,28 para R$ 10,30, enquanto a cota de mercado recuou de R$ 8,24 para R$ 8,12. O patrimônio líquido ficou praticamente estável em torno de R$ 1.649 milhões e a base de cotistas informada passou de 120.265 para 110.139.

A parcela alocada em crédito agro caiu de 83 pct para 81 pct do PL, com aumento do caixa de R$ 276,6 milhões para R$ 312,7 milhões, ou 19,0 pct do PL. O número de devedores seguiu em 59 e o top 5 segue em 20 pct do PL, mas o valor médio por devedor caiu de R$ 23,2 milhões para R$ 20,9 milhões. O spread médio da carteira passou de CDI mais 3,9 pct para CDI mais 3,83 pct e a duration média subiu de 1,9 para 2,3 anos.

A principal novidade do mês foi a evolução do caso Consentini. Após a decisão favorável sobre a garantia comentada em julho, o RURA11 trocou a posição do CRA por cotas de um Fiagro criado para consolidar a fazenda em garantia, com pagamento de ITBI e averbação já registrada em matrícula. O próximo passo são os ritos de leilão exigidos por lei. Contabilmente houve saída do CRA e reversão da PDD ligada a ele, com aplicação de PDD proporcional na cota do Fiagro. Na carteira o nome aparece agora como duas linhas de Fiagro Consentini que somam cerca de R$ 66,6 milhões, ante R$ 73,4 milhões do CRA no mês anterior. No caso José Lot o gestor informa mais um pagamento em agosto, com o acordo de renegociação sendo cumprido. Os dois casos somam cerca de 7 pct do PL. Os demais casos com PDD seguem citados como Lermen, Copagri e Portal Agro.

Esse movimento aparece no DRE contábil. As receitas totais caíram para R$ 9,9 milhões por conta de Outros Resultados negativos de R$ 7,5 milhões, ante R$ 5,5 milhões positivos em julho, enquanto a linha de PDD teve reversão positiva de R$ 18,1 milhões, ante provisão negativa de R$ 8,6 milhões no mês anterior. Assim o resultado contábil subiu para R$ 26,6 milhões, ou R$ 0,166 por cota, ante R$ 11,9 milhões em julho. O lucro contábil acumulado desde o início passou de R$ 15,41 milhões para R$ 25,15 milhões. Na performance, a cota patrimonial do RURA11 subiu 1,17 pct em agosto contra 1,09 pct do CDI, enquanto a cota de mercado variou menos 0,12 pct. No ano a cota patrimonial acumula 9,12 pct contra 9,33 pct do CDI e a cota de mercado acumula 2,52 pct.

Na composição, a exposição setorial da parcela de crédito mostra alta de Fiagro Terras de 10 pct para 19 pct, refletindo a reclassificação de Consentini, e queda de Produtor Rural Grãos e Pecuária de 12 pct para 6 pct. Nas garantias, Alienação Fiduciária de Terras caiu de 44 pct para 35 pct e Terras subiu de 19 pct para 30 pct, com pequenas variações em AF Terras e Recebíveis e Subordinação. O pipeline de ativos aprovados em estruturação cresceu de R$ 40 milhões para R$ 110 milhões com liquidação estimada em setembro, incluindo R$ 50 milhões em etanol de milho no MT e três tranches pulverizadas no agro.

Nos comentários setoriais o gestor destaca a recuperação do açúcar em Nova York, com alta de mais de 20 pct em poucas semanas após meses deprimidos, o que abre janela de fixação para as usinas nas safras 2026 barra 27 e 2027 barra 28, e na carne bovina a ampliação temporária por 90 dias de cota de importação dos EUA com tarifa reduzida em 300 mil toneladas diante da cota chinesa praticamente esgotada, além de altas mensais em soja, milho e algodão e recuperação do boi gordo em São Paulo para cerca de R$ 345 por arroba.