O RURA11 encerrou abril de 2026 com patrimônio líquido de R$ 1.644 milhões, queda de R$ 7 milhões em relação a março, cota patrimonial em R$ 10,27 ante R$ 10,32 e cota de mercado em R$ 9,14 ante R$ 9,00. O número de cotistas subiu para 98.647, de 94.028.
O fundo distribuiu R$ 0,113 por cota em abril, menor que os R$ 0,120 de março, resultando em dividend yield anualizado de 14,03% sobre cota patrimonial e 15,89% sobre cota de mercado, contra 14,89% e 17,23% no mês anterior. A reserva de lucro contábil caiu para R$ 15,3 milhões, de R$ 21,7 milhões.
No DRE contábil, receitas somaram R$ 19 milhões em abril, abaixo dos R$ 22,2 milhões de março, com receitas de CRA/CRI em R$ 8 milhões ante R$ 14,4 milhões e PDD de R$ -5,2 milhões ante R$ -0,2 milhão, impactada pelo aumento na provisão do caso Lermen devido a incertezas em audiência de conciliação. O resultado contábil foi R$ 11,7 milhões, de R$ 20,3 milhões.
A alocação permaneceu em 86% em crédito agro, com 58 devedores ante 59, valor médio por devedor de R$ 24,5 milhões ante R$ 24,1 milhões e top 5 em 20% do PL. O spread médio subiu para CDI + 3,9%, de 3,7%, e duration em 1,9 ano.
Movimentações incluíram nova alocação tática em CRA da FS Bio, comprada com desconto, e liquidação total do CRA da Agromave, com recebimento de 100% do saldo devido. A carteira segue diversificada em 19 segmentos e regiões, com garantias como 43% clean e 19% AF Cana/CDA/WA/recebíveis.
O pipeline de ativos aprovados totaliza R$ 70 milhões, com liquidações estimadas em maio e junho de 2026 em pulverizado agro e produção rural de grãos.
A performance mensal da cota patrimonial foi de 0,66% em abril, ante 1,26% em março, e da cota de mercado 2,93% ante -0,99%; nos últimos 12 meses, retorno nominal de 14,42%, 0,41% abaixo do CDI, contra 15,00% e 0,21% acima no período anterior. O gestor mantém foco em diversificação, garantias robustas e originação seletiva em meio a volatilidade no agro, como impacto de conflito EUA-Irã em fertilizantes.