O RURA11 fechou maio de 2026 com 88% do patrimônio líquido em crédito agro, acima dos 86% de abril, mantendo 59 devedores contra 58 no mês anterior e valor médio por devedor em R$ 24,4 milhões. O top 5 devedores continuou representando 20% do PL, com 19 segmentos ou culturas distintas. A cota patrimonial ficou em R$ 10,28 e a de mercado em R$ 8,88, com PL em R$ 1.646 milhões. O dividendo distribuído foi de R$ 0,110 por cota, contra R$ 0,113 em abril, gerando yield de 13,62% ao ano na cota patrimonial e 15,92% na de mercado. A reserva de lucro contábil recuou para R$ 14,4 milhões, de R$ 15,3 milhões.
Novas alocações incluíram CRA da FS Bio, usina de etanol de milho que anunciou transação de M&A com Amaggi, comprado com desconto no secundário, e CRA da Lar, cooperativa de PR e MS, também com deságio. Não houve decisões relevantes nos casos com PDD. O pipeline de ativos aprovados caiu para R$ 55 milhões em duas operações, contra R$ 70 milhões no relatório anterior.
Na performance, o yield da cota patrimonial recuou levemente em relação a abril, enquanto o da cota de mercado subiu 0,03 ponto percentual. O resultado contábil do mês ficou em R$ 16,6 milhões, superior aos R$ 11,7 milhões de abril. O spread médio dos títulos privados permaneceu em CDI + 3,9% e a duration em 1,9 anos. O volume médio diário negociado em bolsa se manteve em R$ 2,6 milhões.
No contexto macro, o relatório destacou proposta de tarifas americanas sobre produtos brasileiros, com exceções para carne, suco de laranja e hortifrutis, enquanto açúcar e etanol podem sofrer impacto. Os comentários sobre commodities mostraram alta de 2,1% na soja em Chicago, 1,9% no milho e 8,1% no algodão, com variações menores no boi gordo e açúcar. Os preços internos apresentaram oscilações como avanço de 5,1% na soja em Sorriso e queda de 2,7% no milho em Campinas no período de 30 dias.