No relatório de junho de 2026 o RURA11 fechou com 84% do patrimônio líquido alocado em crédito agro, ante 88% em maio, e 16% em caixa e equivalentes, ante 12,4% no mês anterior. O número de devedores permaneceu em 59, com o valor médio por devedor em R$ 23,5 milhões, abaixo dos R$ 24,4 milhões de maio.
O fundo distribuiu R$ 0,110 por cota no mês, o mesmo valor de maio, elevando a reserva de lucro contábil de R$ 14,4 milhões para R$ 21,1 milhões. A cota patrimonial subiu de R$ 10,28 para R$ 10,31, enquanto a cota de mercado recuou de R$ 8,88 para R$ 8,46.
Entre as movimentações, foram feitas duas novas alocações: um CRA do grupo Avilages, produtor de Goiás com garantia de AF de Terras, e participação no Fiagro BBM, carteira pulverizada com subordinação na cota sênior. Ocorreram ainda o pagamento antecipado com prêmio da operação Jumasa, quitada pelo grupo Sipal, e o vencimento integral da operação Schmidt, ambos com adimplência total.
O pipeline de ativos aprovados caiu de R$ 55 milhões para R$ 25 milhões. O spread médio da carteira de crédito recuou ligeiramente de CDI + 3,9% para CDI + 3,8%, e a duration média manteve-se em 1,9 ano. A exposição por garantia mostrou leve alta na participação de AF Terras, de 41% para 43%.
O gestor destacou o acompanhamento próximo dos devedores expostos a regiões com risco de El Niño, especialmente MATOPIBA, e reiterou a manutenção de postura defensiva com originação seletiva e aprimoramento de estruturas de garantia. Não foram registradas novas decisões relevantes sobre casos com PDD no período.