No relatório de fevereiro 2026, o RINV11 registrou retorno patrimonial de +0,6%, abaixo do IFIX em +1,3%, com acumulado desde novembro de 2022 em +53,6% contra +33,3% do IFIX. Comparado a janeiro, quando o retorno foi +4,5% e acumulado +53,0%, houve desaceleração mensal, mas o resultado por cota atingiu R$1,60, um dos maiores desde o início, impulsionado por ganho de capital de R$0,63 por cota, elevando a reserva acumulada para R$1,43 por cota após distribuição de R$1,10 (DY de 1,0% sobre cota patrimonial de R$109,95).
A gestão destacou a reciclagem ativa da carteira nos últimos meses, eliminando posições em prejuízo acumulado, o que ampliou ganhos de caixa; receitas de FIIs subiram para R$4,3 milhões (de R$4,0 milhões em janeiro), com ganho de capital em R$787 mil (de R$52 mil), e ações geraram R$1,76 milhão (de R$353 mil). Despesas operacionais aumentaram para R$274 mil (de R$45 mil), totalizando R$641 mil.
Na composição, FIIs mantiveram 76% do PL, com recebíveis em 54,7% (ante 53,3% em janeiro), hedge funds em 18,2% (de 18,7%) e lajes comerciais em 3,3% (de 5,8%); média P/VP dos 19 FIIs de recebíveis em 0,86x com DY 14,7% nos últimos 12 meses (jan: 0,88x). CRIs seguiram em 10% do PL, com duas novas aquisições: CRI MRV Flex XIII (1,9% PL, CDI+1,75%, amortizações a partir de 2027) e CRI Imperial Vista Verde 2 (0,2% PL, IPCA+12,68%, LTV 53%), elevando média de remuneração para IPCA+11,6% e CDI+2,2%; LTV médio 54%.
Em ações (8% PL), contribuição de +0,2% (jan: +0,7%), com redução marginal em MRV após alta de 26,9%; alocações ajustadas para incorporação em 1,2% (de 3,6%), shoppings 2,6% (de 2,3%) e propriedades 3,9% (de 1,7%), destacando vendas de R$1,05 bi em ativos pela Log (vacância 0,8%, aumentos reais de aluguel). Caixa caiu para 3,9% (fundos RF 2,0% e compromissadas 1,9%, ante 4,3% em RF jan).
O gestor reforçou política conservadora de distribuições sustentáveis, com foco em longo prazo, e visão positiva para queda de Selic em 2026, posicionando para spreads atuais em FIIs e ações com descontos persistentes. Patrimônio líquido estável em R$433 milhões, cota a mercado em R$110,93 (jan: R$111,80).