RBRY11

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RBR CRÉDITO IMOBILIÁRIO ESTRUTURADO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

28/11/2025

Entrega

30/12/2025 09:14

Resumo

A análise do relatório gerencial de novembro de 2025 do fundo RBRY11, em comparação ao mês anterior, demonstra a manutenção do patamar de dividendos em um cenário de consumo de reservas e giro estratégico da carteira. O fundo distribuiu novamente R$ 1,25 por cota, repetindo o valor de outubro. Entretanto, um ponto de atenção é a redução significativa das reservas acumuladas, que caíram de R$ 0,24 por cota no mês passado para R$ 0,13 por cota neste mês, indicando que o resultado gerado no período foi levemente inferior à distribuição realizada, exigindo o uso do caixa acumulado.

Quanto à movimentação de ativos, o gestor realizou investimentos que somaram R$ 11 milhões. É relevante destacar que o fundo não inseriu novos devedores, mas optou por aumentar a exposição em operações que já existiam no portfólio, especificamente integralizando mais recursos nos CRIs Setin Joaquim Subordinada e Makasi II. Essas operações possuem taxas de CDI + 4,45% e CDI + 4,00%, respectivamente. Em contrapartida, foram realizadas vendas de ativos no total de R$ 10,4 milhões, mantendo o patrimônio praticamente estável com uma leve alocação líquida positiva.

A carteira de crédito do RBRY11 permanece robusta, fechando o mês com 42 operações e inadimplência zero. Houve uma ligeira melhora no indicador de risco LTV (Loan-to-Value), que passou de uma média de 60% em outubro para 59% em novembro, sinalizando um aumento na margem de segurança das garantias. A exposição ao indexador CDI continua predominante, representando 98% da carteira, enquanto a parcela atrelada à inflação permanece residual em 2%. Observa-se uma leve compressão na rentabilidade ajustada dos últimos 12 meses, que recuou de CDI + 2,41% (relatório anterior) para CDI + 2,21% atualmente.

Em termos de liquidez e estratégia, o fundo apresentou um aumento expressivo no volume médio diário de negociação, saltando de R$ 3,8 milhões para R$ 4,8 milhões, o que favorece a entrada e saída de investidores. A alocação na estratégia Core (operações estruturadas pela própria gestão) subiu marginalmente para 82% do patrimônio, enquanto a posição de caixa (liquidez imediata) foi reduzida de 2% para 1,39%. A parcela investida em outros fundos imobiliários permaneceu estável próxima a 16,8%, mantendo o fundo Casa AAA SP FII como a maior posição tática desta categoria.

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