O fundo RBRR11 teve mudança de gestão em fevereiro de 2026, com o Patria assumindo o controle da RBR Gestão de Recursos em 3 de fevereiro, conforme Fato Relevante, e apresentando o primeiro relatório sob sua liderança. O patrimônio líquido encerrou em R$ 1.521,2 milhões, com cota de R$ 93,33 e P/VP de 0,97, ante R$ 1.512,5 milhões, R$ 92,79 e similar no mês anterior.
O resultado distribuível foi de R$ 0,59 por cota, impactado por receita extraordinária negativa de R$ 0,11 por cota na venda parcial de R$ 40 milhões do CRI Plano e Plano, devido a falha na base de cadastro da gestão anterior, com ajuste já realizado em março sem projeção de impacto futuro nas distribuições semestrais. Foi distribuído R$ 0,70 por cota em 17 de março, reduzindo a reserva acumulada para R$ 0,17 por cota, de R$ 0,27 em janeiro.
A carteira fechou com 107,4% do PL em ativos alvo, sendo 104,8% em 110 CRIs e operações estruturadas (99% indexados ao IPCA a IPCA+9,2% a.a., 1% IGP-M a +8,6%), rentabilidade média de 14,9% a.a. e prazo médio de 4,1 anos, mais 2,7% em FIIs (queda de 3,3% em janeiro), 3,1% em caixa e -10,6% em compromissadas (similar aos 10,4% anteriores). O gestor planeja reduzir a alavancagem.
Movimentações incluíram aumentos de R$ 138,3 mil no CRI GT Banco do Brasil e R$ 141,3 mil no CRI Faria Lima Business Center (ambos IPCA+8,6%), integralização de R$ 10 milhões no novo CRI Cone Refri (IPCA+11,5% a.a., galpão logístico refrigerado em Recife/PE) e a redução no CRI Plano e Plano citada.
O CRI Landsol (0,5% do PL) entrou na watchlist por necessidade de monitoramento próximo, com reestruturação em curso via alienação de controle acionário. Há exposição indireta ao GPA via CRI Tellus Brigadeiro II, sem impacto esperado nos pagamentos devido a garantias reais e estrutura.
A gestão menciona reorganização de fundos high grade IPCA+ como PCIP, VCJR, RBRR11 e RPRI, com potencial consolidação futura via AGE para ganhos de escala, diluição de riscos e otimização de custos, após ajustes no valor patrimonial.
A performance foi de +1,4% no mês e +5,0% no ano, acima do IFIX (+1,3% e +3,6%). Dividend yield anualizado sobre cota de mercado caiu para 9,0% em fevereiro, de 10,3% em janeiro. Volume médio diário subiu para R$ 8,6 milhões, de R$ 4,3 milhões, e cotistas para 137.767, de 133.177. A alocação em FIIs segue em queda, de 5,3% em março/25 para 2,7%.