No relatório gerencial de março de 2026 do RBRR11, o patrimônio líquido fechou em R$ 1.511,8 milhões, equivalente a R$ 92,75 por cota, uma redução em relação aos R$ 1.521,2 milhões e R$ 93,33 por cota de fevereiro. O valor de mercado foi de R$ 1.393,3 milhões, com cota a R$ 85,48 e P/VP de 0,92, contra R$ 1.471,1 milhões e R$ 90,25 por cota no mês anterior. A performance do fundo foi de -4,5% no mês, ante +1,4% em fevereiro, enquanto o IFIX caiu 1,1% após sete meses de alta.
A alavancagem via compromissadas reversas diminuiu para 7,7% do PL, totalizando R$ 117 milhões, de 10,6% em fevereiro, como parte da estratégia de redução para otimizar despesas financeiras, com impacto de R$ 0,10 por cota no resultado mensal. A carteira alocou 105,5% do PL em ativos, com 102,8% em CRIs e operações estruturadas (rentabilidade média de 15,5% a.a., ou IPCA + 9,4%, prazo médio de 4,1 anos) e 2,6% em FIIs, contra 107,4% totais no mês anterior. Caixa ficou em 2,3%, ante 3,1%.
Houve movimentações relevantes: aumento de R$ 41,5 milhões no CRI Plano e Plano a IPCA + 9,6% a.a., mais R$ 8,4 milhões em mais de 20 CRIs existentes a média de IPCA + 9,0%, e compra de R$ 163 mil no CRI AG7 a CDI + 3,7%. Foram reduzidos R$ 11 milhões no CRI Pátio Malzoni, gerando prejuízo de R$ 0,05 por cota, e vendidos os CRIs FGR e Creditas II Carteira IV por R$ 14,4 milhões totais. Resgate antecipado do CRI Tellus Brigadeiro rendeu R$ 29,5 milhões, com prejuízo de R$ 0,02 por cota. O portfólio tem agora 111 CRIs, 99% indexados ao IPCA.
A composição setorial mudou: residencial para 43,5% do PL (ante cerca de 33% em fevereiro), logístico para 32,8% (de 43,3%) e corporativo estável em 22,2%. Distribuição geográfica com 65,7% em SP e 22,5% pulverizados. Sem novos itens na watchlist, que mantém o CRI Landsol em reestruturação; exposição ao GPA via CRI Tellus Brigadeiro II segue sem impactos materiais.
O resultado distribuível foi R$ 0,73 por cota, com distribuição de R$ 0,70 em 17 de março, elevando a reserva acumulada para R$ 0,20 por cota, de R$ 0,17 em fevereiro. Volume médio diário negociado caiu para R$ 5,2 milhões, ante R$ 8,6 milhões, e número de cotistas ficou em 137.782, estável. A gestão reitera foco em desinvestimentos seletivos de posições pequenas e discute potencial consolidação com fundos como PCIP, VCJR e RPRI para ganhos de escala e liquidez, pendente de AGE.