O destaque principal do relatório de novembro do RBRR11 foi a finalização da integração dos ativos provenientes do fundo PULV11, concluída no dia 4 do mês. Esse evento alterou de forma relevante a estrutura de capital e o tamanho do fundo, elevando o Patrimônio Líquido para R$ 1,52 bilhão, frente aos R$ 1,39 bilhão registrados em outubro. Com a integração, foram adicionados 13 novos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) à carteira, totalizando um aporte de ativos de R$ 84,8 milhões.
Na composição da carteira, o fundo encerrou o mês com 57 operações, um aumento em relação às 51 do mês anterior. Entre as novidades, a gestão detalhou a entrada do CRI Makasi, com taxa de IPCA+ 10,50%, e do CRI Crediblue Mez, com taxa de IPCA+ 14,00%, ambas operações pulverizadas com garantias fiduciárias. Paralelamente às aquisições, houve o pré-pagamento do CRI Lindeberg, retirando uma exposição de R$ 4,3 milhões do portfólio. As garantias imobiliárias seguem robustas, com Loan-to-Value (LTV) médio de 50% e 37% dos ativos localizados em regiões nobres (Prime).
Houve uma mudança positiva significativa na distribuição de rendimentos. O dividendo anunciado foi de R$ 0,80 por cota, superando os R$ 0,70 distribuídos no mês anterior. Esse valor representa um dividend yield anualizado de 11,96% sobre a cota a mercado. Além do aumento no pagamento, o fundo conseguiu incrementar suas reservas de lucros, que subiram de R$ 0,22 para R$ 0,29 por cota. O montante de inflação acumulada e ainda não distribuída permanece estável em R$ 0,82 por cota.
A gestão explicou que o resultado financeiro de novembro foi beneficiado pelo IPCA de setembro (0,48%), devido à defasagem de dois meses na correção monetária da maioria dos contratos. No entanto, há um alerta sobre tendências futuras de curto prazo: os índices de inflação mais baixos registrados em outubro (0,09%) e novembro (0,18%) deverão impactar os resultados a serem apurados nos meses de dezembro e janeiro, respectivamente.
Em relação ao monitoramento de risco, foi realizada a revisão de rating do CRI Carteira MRV V, que manteve a nota A+. A decisão baseou-se na coobrigação da devedora e no baixo nível de inadimplência da carteira subjacente. A estratégia de investimento permanece majoritariamente focada no "Core" (86,9% do PL), priorizando operações de crédito de alta qualidade (High Grade), enquanto a parcela tática apresentou uma leve redução percentual em comparação ao mês anterior.