RBFM11

RIO BRAVO MULTIESTRATÉGIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

18/09/2026 13:22

Resumo

O RBFM11 manteve em agosto a distribuição de R$ 0,108 por cota, mesmo com um resultado mensal menor, de R$ 0,106 por cota. Para completar o pagamento o gestor utilizou parte da reserva, que no acumulado do segundo semestre passou de R$ 0,015 por cota em julho para R$ 0,013 por cota em agosto. A reserva acumulada desde o início da gestão Rio Bravo segue informada em R$ 0,25 por cota e o guidance para o segundo semestre de 2026 foi mantido, com banda entre R$ 0,10 e R$ 0,11, sem caracterizar promessa de rentabilidade.

A principal movimentação do mês foi o desinvestimento parcial em TRX Real Estate FII, com a exposição reduzida para 0,50% do patrimônio líquido. A venda foi feita com prejuízo, segundo o gestor, e a decisão foi justificada pelo anúncio de uma nova emissão de cotas do fundo no volume de R$ 5,0 bilhões, parte paga em cotas e parte em dinheiro, o que na visão da gestão pode pressionar a cotação no curto prazo. Em julho a movimentação tinha sido a conclusão do aumento em BTCI11 para 3,39% do patrimônio e o aumento em XPLG11 para 4,38% após amortização parcial do antigo XPIN11.

No desempenho, o RBFM11 teve em agosto retorno de menos 3,23% na cota de mercado ajustada aos dividendos e de menos 0,70% na cota patrimonial ajustada, contra menos 1,46% do IFIX no mês. No ano, a cota patrimonial acumula alta de cerca de 0,28%, contra menos 0,33% do IFIX, e em 12 meses acumula 11,98% contra 8,36% do IFIX. O IFIX caiu no mês principalmente nos segmentos de varejo, shopping e multiestratégia, e no ano os fundos de papel sobem 5,20% enquanto os de tijolo caem 2,34%. A atribuição de agosto mostra contribuição positiva de renda fixa com 0,21% e de FOFs e multiestratégia com 0,05%, e contribuições negativas de tijolo com menos 0,41%, de papel com menos 0,38%, de despesas com menos 0,12% e de desenvolvimento com menos 0,04%, com impactos citados em XPCI11, RBHY11, TRBL11 e RCRB11.

Nos números patrimoniais e de mercado, o patrimônio líquido do RBFM11 passou de R$ 231,39 milhões em julho para R$ 227,76 milhões em agosto, a cota patrimonial de R$ 12,34 para R$ 12,15 e a cotação de fechamento de R$ 10,39 para R$ 9,95. Com a queda da cotação, o P/VP foi de 0,84 para 0,82 e o dividend yield anualizado foi de 12,47% para 13,0%, enquanto o volume médio diário negociado recuou de R$ 383 mil para cerca de R$ 349 mil. O número de cotistas ficou estável em 21.058.

A alocação segue com 56% em tijolo, 29% em papel, 9% em FOFs e multiestratégia e 1% em desenvolvimento, sendo 92% em cotas de FII, 7% em renda fixa e 2% em CRI direto. As maiores posições seguem em RBVA11 com 9,8%, BTLG11 com 8,6% e RCRB11 com 7,3%, percentuais um pouco acima de julho. Por estratégia, a parcela estratégica está em 83%, a tática em 15% e a high yield em 3%. O gestor destaca o duplo desconto, com potencial de upside de 39,6% em agosto contra 34,3% em julho, composto pela diferença da cota de mercado para a patrimonial e da patrimonial para a potencial de R$ 13,89, com deságio da carteira de 17,5% e deságio do RBFM11 de 18,1%. Na mensagem de cenário, o gestor cita o corte de 0,25 ponto da Selic para 14,00% ao ano em agosto, IPCA de julho com alta de 0,07% e 12 meses em 4,44%, IPCA-15 de agosto com deflação de 0,40%, dívida bruta em 82,5% do PIB e desemprego em 5,3%.