O RBFM11 fechou agosto com cota patrimonial de R$ 12,15 ante R$ 12,34 em julho e cota a mercado de R$ 9,95 ante R$ 10,39, o que levou o P/VP de 0,84 para 0,82. O patrimônio líquido passou de R$ 231,39 milhões para R$ 227,76 milhões e o valor de mercado de R$ 194,77 milhões para R$ 186,52 milhões, com volume médio diário negociado em queda de R$ 383 mil para R$ 349 mil e número de cotistas estável em 21.058. No mês o RBFM11 teve retorno patrimonial ajustado de -0,70% contra -1,46% do IFIX, enquanto o retorno a mercado ajustado foi de -3,23%. No ano o retorno patrimonial acumula 0,28% contra -0,33% do IFIX e em 12 meses acumula 11,98% contra 8,36% do IFIX. O dividend yield anualizado subiu de 12,47% para 13,0% por conta da queda da cotação.
O resultado do mês foi de R$ 0,106 por cota, abaixo dos R$ 0,123 por cota de julho, e a distribuição foi mantida em R$ 0,108 por cota, mesmo valor praticado desde fevereiro de 2026. Com isso o RBFM11 utilizou parte da reserva para compor o pagamento, enquanto em julho havia constituído reserva de R$ 0,015 por cota. A reserva acumulada desde o início da gestão Rio Bravo segue informada em R$ 0,25 por cota. O guidance para o segundo semestre de 2026 foi mantido, com banda entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, e a gestão reforça a prática de linearizar os pagamentos.
A principal movimentação de agosto foi o desinvestimento parcial em TRXF11, com redução da exposição para 0,50% do PL. A venda foi feita com prejuízo e parte da reserva foi usada para sustentar a distribuição de R$ 0,108. O gestor justificou a decisão pelo anúncio de nova emissão de cotas do TRXF11 no volume de R$ 5,0 bilhões, sendo parte paga em cotas e parte em moeda, o que na visão da gestão pode pressionar a cotação no curto prazo. Em julho as movimentações tinham sido o aumento de exposição em BTCI11 para 3,39% do PL e o aumento de posição em XPLG11 para 4,38% do PL após amortização parcial do antigo XPIN11. Na atribuição de performance de agosto, o segmento de papel contribuiu com -0,38%, com destaque negativo para XPCI11 e RBHY11, e o tijolo com -0,41%, com destaque negativo para TRBL11 e RCRB11, enquanto renda fixa contribuiu com +0,21% e FOFs e multiestratégia com +0,05%.
A carteira do RBFM11 segue com cerca de 92% em cotas de FII, 7% em renda fixa e 2% em CRI direto, ante 93%, 6% e 2% em julho. Por segmento, tijolo segue em 56%, papel em 29%, FOFs e multiestratégia em 9% e desenvolvimento em 1%. As maiores posições passaram a ser RBVA11 com 9,8% ante 9,2%, BTLG11 com 8,6% ante 8,1% e RCRB11 com 7,3% ante 7,1%. Na estratégia, a parcela estratégica segue em 83%, a tática passou de 14% para 15% e high yield segue em 3%. O potencial de upside pelo conceito de duplo desconto subiu de 34,3% em julho para 39,6% em agosto, com cota mercado de R$ 9,95, patrimonial de R$ 12,15 e potencial de R$ 13,89, refletindo o aumento do deságio da carteira de -16,4% para -17,5% e do deságio do RBFM11 de -15,8% para -18,1%. No cenário, o gestor destaca o corte da Selic de 0,25 ponto para 14,00% ao ano em agosto, o IPCA de julho em 0,07% e em 12 meses em 4,44%, e o IFIX com queda de 1,46% no mês e de 0,33% no ano, com fundos de tijolo negociando com desconto de 18,3% e fundos de papel com desconto de 10,6%.