No relatório de maio de 2026 do RBFM11, a cota patrimonial fechou em R$ 12,85, ante R$ 13,10 no mês anterior, enquanto a cota de mercado recuou para R$ 10,64 de R$ 10,77. O patrimônio líquido diminuiu de R$ 245,59 milhões para R$ 240,90 milhões, e o número de cotistas passou de 22.860 para 22.122. O dividend yield anualizado subiu para 12,18% de 12,03%, com a distribuição mantida em R$ 0,108 por cota e volume médio diário negociado em R$ 422 mil, abaixo dos R$ 634 mil de abril.
Na alocação, as posições em tijolo recuaram ligeiramente para 56% do PL de 57%, enquanto papel avançou para 29% de 27% após a aquisição de R$ 3,5 milhões em um CRI indexado ao IPCA a 10,3% de taxa de aquisição, vinculado a um empreendimento residencial em Senador Canedo-GO com garantias como alienação fiduciária e cessão de recebíveis. Ao mesmo tempo, houve venda de R$ 500 mil em XPML11, que passou a representar 3,30% do PL. Os demais segmentos como FOFs e multiestratégia ficaram em 9% e desenvolvimento em 1%, alinhados aos patamares de abril.
O retorno da cota de mercado ajustada a dividendos foi de -0,21% em maio, contra -1,57% em abril, enquanto a cota patrimonial ajustada ficou em -1,09% ante +1,31% no mês anterior, superando o IFIX de -1,33% no período recente e acumulando 3,32% no ano frente a 2,71% do índice. A performance foi impactada principalmente pela queda em fundos de logística e varejo na carteira de tijolo, compensada em parte pela contribuição positiva de CRIs indexados ao IPCA.
A reserva de resultados no semestre aumentou para R$ 0,14 por cota, acima dos R$ 0,018 por cota reportados em abril, mantendo a orientação de linearização das distribuições. O guidance de rendimentos para o semestre segue apresentado com banda entre R$ 0,10 e R$ 0,11, sem alterações relevantes em relação ao mês anterior. O prêmio de risco do IFIX fechou em 4,3% e o desconto médio do RBFM11 em relação ao valor patrimonial em 17,2%, com potencial de upside calculado em 39,7% ante 41,1% em abril.
O gestor destacou no texto a abertura da curva de juros reais, com a NTN-B 2035 passando a IPCA + 7,66%, e o impacto nas projeções inflacionárias domésticas que subiram para 5,09% em 2026, além de revisar a visão sobre os fundamentos dos FIIs de qualidade como oportunidade em cenário de desconto. Não foram reportadas mudanças na estratégia de investimento ou na estrutura de alavancagem do RBFM11.