Seguem os principais destaques e a análise do relatório gerencial do fundo PORD11 referente a dezembro de 2025, comparado com o mês anterior.
A distribuição de rendimentos foi mantida estável em R$ 0,102 por cota, o mesmo valor praticado em novembro. Para honrar este pagamento, o fundo precisou utilizar parte de suas reservas de lucros acumulados, visto que o resultado gerado no mês (aproximadamente R$ 3,3 milhões) foi inferior ao montante distribuído (aproximadamente R$ 3,8 milhões). Com isso, o saldo de resultados acumulados e não distribuídos recuou de cerca de R$ 1,15 milhão no início do período para R$ 663 mil ao final de dezembro. A gestão informa que ainda possui R$ 0,053 por cota de inflação acumulada a distribuir.
Na movimentação da carteira, a gestão manteve uma postura de alocação oportunística. Houve um aumento na exposição ao CRI Hapvida, com vencimento em 2031 e taxa de IPCA + 10,7%. Em contrapartida, destaca-se a redução da exposição ao CRI Novo Mundo. A operação segue em ritmo de amortização, tendo reduzido a posição em 1,55% em dezembro, com previsão de redução adicional de 1,41% já em janeiro, o que diminui a concentração neste ativo específico.
A composição da carteira permanece bastante equilibrada entre os indexadores. Ao final de dezembro, o fundo apresentava 48% da carteira atrelada ao IPCA e 47% ao CDI, uma estrutura praticamente idêntica à do mês anterior. O fundo mantém uma posição significativa em caixa (cerca de 23% do Patrimônio Líquido conforme o gráfico de alocação), o que confere liquidez para novas aquisições ou proteção em momentos de volatilidade.
Em termos de valuation, o fundo encerrou o mês com a cota patrimonial em R$ 9,54, apresentando um leve recuo em comparação aos R$ 9,58 de novembro. No entanto, a cota de mercado subiu ligeiramente para R$ 8,15. A gestão enfatiza que o PORD11 negocia com um desconto de aproximadamente 16% sobre o seu valor patrimonial, um deságio superior à média do segmento de fundos de papel, que gira em torno de 5%, enxergando aí um potencial de convergência.
O resultado financeiro do mês de dezembro foi impactado por uma menor receita de juros dos CRIs na comparação com novembro (R$ 2,49 milhões contra R$ 2,79 milhões). No entanto, houve um aumento nas receitas financeiras provenientes do caixa, que subiram de R$ 860 mil para R$ 1,03 milhão, ajudando a compor o resultado final.
A visão da gestão para o próximo ano é positiva, citando um pipeline interessante de operações estruturadas e a continuidade de aquisições no mercado secundário. O cenário macroeconômico descrito aponta para uma desaceleração da inflação acumulada (4,3% em 12 meses), mas com atenção à aceleração recente nos núcleos de inflação e serviços, o que mantém o mercado atento aos próximos passos da política monetária.