MXRF11

MAXI RENDA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII - RESPONSABILIDADE LIMITADA

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Ativo

Referência

30/09/2025

Entrega

13/11/2025 20:03

Resumo

Durante o terceiro trimestre de 2025, a XP Asset Management divulgou o desempenho de seus cinco fundos de crédito imobiliário: MXRF11, XPCI11, HABT11, XPHB11 e MRFA11. O cenário macroeconômico apresentou desafios com a taxa Selic mantida em 15%, inflação acima da meta e pressões no mercado de crédito, especialmente com queda significativa de resgates da poupança. Apesar disso, os gestores avaliam que o mercado imobiliário mantém resiliência, com incorporadoras apresentando margens saudáveis e vendas aceleradas. O governo implementou programas de incentivo como a expansão do Minha Casa Minha Vida para a classe média e um novo modelo de crédito imobiliário em outubro, que aumentou o limite de financiamento para R$ 2,25 milhões e limitou juros anuais em até 12%, potencialmente beneficiando o setor.

Em São Paulo, o mercado residencial cresceu 34% em lançamentos no período de 12 meses, totalizando 127,2 mil unidades, enquanto as vendas avançaram 17%. O índice de Vendas sobre Oferta atingiu 60,9%, corroborando dados resilientes. No mercado de CRIs, as emissões alcançaram R$ 10,44 bilhões no trimestre, e o estoque total de crédito imobiliário atingiu R$ 2,45 trilhões. Os cinco fundos investiram mais de R$ 380 milhões em CRIs no mercado primário durante o trimestre, destacando operações como JK Square, KSM Log Sênior e Pôr do Sol, mantendo foco em estruturas com balanços sólidos e mecanismos robustos de mitigação de risco.

Os fundos apresentaram desempenhos variados no trimestre. O MXRF11 distribuiu R$ 0,100 por cota com yield anualizado de 15,45%, enquanto XPCI11 manteve distribuições próximas a R$ 0,92 por cota com yield de 16,49%. HABT11 e XPHB11 apresentaram yields de 18,46% e 16,09% respectivamente, enquanto MRFA11, o mais novo fundo lançado em fevereiro, chegou ao yield de 18,55%. Todos os fundos mantêm portfólios predominantemente em CRIs indexados a IPCA, com posições menores em FIIs e liquidez, refletindo a estratégia de exposição ao crédito imobiliário estruturado e oferecendo fluxos de caixa projetados consistentes aos investidores.

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