LIFE11

LIFE CAPITAL PARTNERS FUNDO DE INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

09/09/2026 18:07

Resumo

O LIFE11 distribuiu R$ 0,115 por cota em julho, abaixo dos R$ 0,12 por cota mantidos nos meses anteriores, o que representou um dividend yield de 1,18% no mês ou 15,08% anualizado e de 15,81% anualizado nos últimos 12 meses, ante 15,84% em junho. A gestão manteve o guidance para o segundo semestre de 2026 na faixa de R$ 0,11 a R$ 0,12 por cota ao mês. No mês o retorno equivaleu a 96,86% do CDI bruto e 113,96% do CDI líquido. O patrimônio líquido recuou de R$ 397,1 milhões em junho para R$ 388,4 milhões em julho, com a cota patrimonial passando de R$ 9,99 para R$ 9,77, enquanto a cota a mercado subiu de R$ 7,08 para R$ 7,28. A liquidez média diária caiu de R$ 953 mil para R$ 787 mil e o número de cotistas subiu de 20.633 para 20.952.

O resultado contábil do mês foi negativo em R$ 4,1 milhões, ante resultado positivo de R$ 18,1 milhões em junho, refletindo receitas totais bem menores de R$ 2,26 milhões contra R$ 19,68 milhões em junho, quando houve R$ 17,73 milhões em dividendos de operações de True Sale. Em julho as receitas foram de R$ 1,12 milhão em True Sale e R$ 1,09 milhão em CRI, sendo R$ 1,03 milhão em juros e R$ 63,3 mil em correção monetária, além de R$ 45,4 mil de caixa. As despesas somaram R$ 386 mil, sem taxa de performance no mês, e houve apreciação negativa de ativos de R$ 6,01 milhões. O resultado por cota foi de R$ 0,10 negativo ante dividendo de R$ 0,115, e a reserva de lucros passou de R$ 13,06 milhões em junho para R$ 4,14 milhões em julho.

A carteira segue com 17 ativos, com taxa média de IPCA mais 12,1% ao ano e CDI mais 11,5% ao ano, ante CDI mais 11,1% em junho, e exposição de 77,2% em inflação e 22,8% em CDI, ante 75,2% e 24,8% no mês anterior. O LTV total foi a 76,71% ante 74,34% e a duration média caiu de 5,62 para 5,33 anos. As maiores exposições são Marmet com 19,8%, Green Portugal II com 13,1% e FIDC Residence Club com 12,0%, sendo que o FIDC recuou de 13,5% no mês anterior com valor em carteira de R$ 47,2 milhões ante R$ 54,2 milhões. No portfólio de CRIs o LTV foi a 81,43% ante 86,96%, a razão de saldo devedor a 122,80% ante 114,99%, as vendas a 68,76% ante 69,44% e as obras a 81,58% ante 80,45%, com VGV total passando de R$ 155,3 milhões para R$ 173,7 milhões.

Nas atualizações operacionais o CRI QSJRN não teve movimentação comercial e segue em finalização das áreas de lazer, o CRI Vectra teve duas vendas a R$ 625,25 por metro quadrado e um distrato de unidade antiga com preço cerca de 20% abaixo, o CRI Abecker II ficou sem movimentação com cerca de 96% do VGV comercializado e garantia acima de 120%, e o CRI Vanvera teve três vendas e três distratos com efeito líquido zero, mantendo razão de garantia acima de 200% e cerca de 94% dos lotes comercializados, após um junho com oito vendas e 37 distratos. O CRI Barra Loft teve uma venda a R$ 5.703,54 por metro quadrado, o CRI Poehma teve 13 vendas a R$ 1.598,22 por metro quadrado e 17 distratos com queda no percentual vendido, ante 10 vendas e seis distratos em junho, e o CRI Mirante incorporou três unidades em garantia e teve um distrato de unidade de 2023 a cerca de R$ 7.200 por metro quadrado ante média de R$ 12.968 em 2026. O FIDC Residence Club somou 28 visitas e 28 vendas, com 19 em Ilha do Sol, e segue em período de reestruturação nas mesmas condições do mês anterior. Nas operações de True Sale o Green Maria teve duas vendas e três distratos, o Santa Helena teve cinco vendas e seis distratos, o Green Portugal teve uma venda a R$ 850 por metro quadrado, o Green Portugal II teve três vendas e três distratos, o One II ficou sem movimentação, o Marmet teve oito vendas a R$ 528,86 por metro quadrado e dois distratos com saldo positivo de seis unidades, ante 18 vendas e 22 distratos em junho, e o Primori ficou sem movimentação com alta na adimplência.

Na carta do gestor o LIFE11 destaca que não houve reunião do Copom em julho após o corte da Selic para 14,25% ao ano em junho, que o IPCA foi de 0,07% em julho ante 0,16% em junho e acumula 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta, e que o IFIX fechou aos 3.818,52 pontos com queda de 0,32% no mês em ambiente de volatilidade.