No relatório de março 2026 do LIFE11, o patrimônio líquido caiu para R$ 368 milhões, ante R$ 379 milhões em fevereiro, impactado principalmente pela remarcação negativa do FIDC Residence, que segue como principal pressão na cota patrimonial, agora em R$ 9,26 contra R$ 9,54 no mês anterior. A cota de mercado fechou em R$ 8,89, de R$ 9,00.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,12 por cota, com dividend yield mensal de 1,30% (16,71% anualizado), superior aos 1,26% (16,18% a.a.) de fevereiro, e acumulado em 12 meses de 15,65%, ante 15,57%. O guidance para o primeiro semestre de 2026 permanece em R$ 0,12 por cota. Houve ajuste retroativo no DY de fevereiro, de 15,4% para 16,2%, sem impacto nas distribuições.
O número de cotistas cresceu para 20.254, de 19.967, enquanto a liquidez média diária subiu para R$ 1,108 milhão, de R$ 1,08 milhão. Na carteira, com 17 ativos, a exposição a inflação passou para 76,1% (de 73,4%) e a CDI para 23,9% (de 26,6%), com taxa média IPCA+12,1% a.a. e CDI+9,9% a.a. Duration média em 5,27, ante 5,28.
Nas atualizações, o CRI QSJRN vendeu uma unidade a R$ 1.398/m², acima da tabela de R$ 1.300/m², com obras avançando para conclusão no 2º semestre de 2026. CRI Abecker 2 teve 3 vendas sem distratos, quase todo comercializado. CRI Vanvera registrou 6 vendas e 1 distrato, com >90% vendido. CRI Mirante teve 2 distratos antigos (valores baixos de 2022), com unidades de volta ao estoque para revenda a ~R$ 14.000/m², e obras em linha com cronograma. CRI Poehma teve 1 venda líquida e foco em recuperação de inadimplentes. Outros true sales como Marmet tiveram 11 vendas, com preços >R$ 700/m² nos últimos 12 meses, apesar de chuvas atrasando obras.
No DRE gerencial, receitas caíram para R$ 2,6 milhões (de R$ 2,6 milhões), com apreciação de ativo de -R$ 8,7 milhões (melhor que -R$ 14,7 milhões), resultando em prejuízo de R$ 6,5 milhões (de R$ 12,5 milhões), e reserva de lucros negativa de R$ 16 milhões. O gestor destaca atuação ativa no FIDC Residence para recuperação no curto/médio prazo, em meio a Copom cortando Selic para 14,75% a.a., IPCA de 0,88% e IFIX caindo 0,91%. Estratégia segue focada em preservação de valor e monitoramento contínuo.